<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090</id><updated>2011-12-19T15:47:31.550-03:00</updated><title type='text'>ContágioPE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-7247997352368641858</id><published>2011-03-18T09:02:00.002-03:00</published><updated>2011-03-18T09:03:46.987-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 26. A Morte Inesperada.</title><content type='html'>- PORRA FUFINHA – Os gritos de felicidade de Gazela podiam ser ouvidos ecoando pelo local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CALMA CARAI, NÃO CHAMA ATENÇÃO! – Tentei falar o mais ‘normal’ possível, sem gritar porque poderia haver monstros por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta certo, ta certo. – Gazela abaixou o tom de voz e começou a caminhar em direção a nós, seus dois ‘amigos’ estavam vidrados olhando de um lado para o outro tentando nos manter seguros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Gazela estavam outras duas pessoas ali, eu os conhecia apenas de vista. Eram o pai e o irmão mais novo de Gazela, eles estavam armados com metralhadoras e muita munição pelo que eu pude notar, antes que eu pudesse fazer alguma pergunta Levy se adiantou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como vocês conseguiram essas armas, porra é difícil achar tanta ‘metranca’ assim dando sopa por ai.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Lá no Morro, depois que a maioria dos traficantes morreu, eu sabia onde encontrar as armas e fui – Quem respondeu foi Gazela, ele parecia bem calmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E essa porra desse Morro, é seguro lá? – Levy ainda fazia as perguntas, ele estava um pouco nervoso e irritado ainda, mas seu tom de voz estava mais tranqüilo do que quando ele iniciou a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seguro, seguro não é não. É seguro como qualquer outro lugar. – Gazela tornou a responder a pergunta de Levy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então a gente vai com vocês, ta difícil a vida por aqui – Dessa vez eu tomei a iniciativa, não podia perder a oportunidade de ficarmos seguros.&lt;br /&gt;- Beleza, vocês podem ir com a gente se quiserem – Satisfeito, Gazela deu um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudéssemos continuar a conversa, Vanessa deu um berro e apontou para trás de Gazela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ZUMBIS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente nos viramos e pudemos ver cerca de 5 zumbis que haviam acabado de nos avistar, com os olhos sedentos por sangue os zumbis correram em nossa direção e Gazela, juntamente com seu pai e o irmão começaram a atirar, loucura fazerem isso no meio da rua pois só atrairia a atenção de mais zumbis. Eu corri já empunhando a minha Glock e gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PARA PORRA, ISSO SÓ VAI CHAMAR A ATENÇÃO DE MAIS ZUMBIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gazela e os outros dois cessaram os tiros, mas, já era tarde. Num segundo em que eles se viraram para prestar atenção em mim, outros sete zumbis apareceram e de surpresa atacaram o irmão de Gazela que nada pode fazer a não ser mirar em um zumbi e apertar o gatilho da arma, a metralhadora soltou mais alguns tiros até que cessou de vez, o irmão de Gazela jazia inerte no chão, sendo devorado por dois zumbis. Àquela cena fez com que Gazela saísse do sério, ele apontou a metralhadora para os zumbis e começou uma saraivada de tiros nos zumbis enquanto seu pai e Levy cuidavam dos outros, depois da carnificina ter terminado todos permaneceram calados. Eu caminhei em direção à Gazela e com um certo esforço por causa do desnível de altura, coloquei a mão no ombro dele. Pensei em dizer algo de conforto, mas permaneci calado, o pai de Gazela chegou do nosso lado e num tom calmo disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é seguro aqui, vamos voltar pra nossa casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gazela não disse nada e de cabeça baixa se virou e começou a andar em direção à saída do Centro da Moda, todos nós o seguíamos. Decidimos que seria melhor se cada um fosse em seu próprio carro e seguiríamos eles de perto, de qualquer forma é mais seguro termos dois carros de fuga, do que um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-7247997352368641858?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/7247997352368641858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2011/03/capitulo-26-morte-inesperada.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7247997352368641858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7247997352368641858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2011/03/capitulo-26-morte-inesperada.html' title='Capitulo 26. A Morte Inesperada.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-1370587463604325599</id><published>2010-09-01T09:59:00.002-03:00</published><updated>2010-09-01T10:03:12.686-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 25. Encontro</title><content type='html'>Eu e Levy partimos em direção aos outros cômodos do local enquanto Vanessa, Marcos e Cacau ficaram  esperando a nossa ronda. Vasculhamos todo o local e ele parecia não oferecer um perigo tão grande, encontramos poucos zumbis por lá, mas nada que nós não fossemos capazes de destruí-los, depois de 10 minutos nós voltamos para o ponto de encontro e vimos o pessoal, parece que eles não tiveram problemas por ali também, todos pareciam exaustos pois seus rostos demonstravam isso, eu estava exausto por causa da luta anterior, meu sangue ainda fervia e eu não queria ficar naquele maldito lugar, decidi então falar com Levy para sairmos dali o mais rápido possível, ele estava sentado num banco vendo o estoque de munições que ainda tinha e dando uma geral arma. Aproximei-me dele e num tom cansativo falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra cara, eu não sei se é uma boa idéia ficar por aqui quando estamos tão desprotegidos, nós devemos sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei porra, vamos sair daqui o quanto antes, mas deixa o pessoal se recuperar primeiro. – Levy já não pareceu tão irritado quanto da última vez que nós trocamos algumas palavras, mas seu semblante sério ainda estava à mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beleza então, vou aproveitar e me jogar numa cadeira dessas, também to cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu então me sentei numa cadeira próxima a todo mundo, apesar de querer ficar sozinho não ia me dar ao luxo de ficar longe do pessoal caso alguma coisa acontecesse. O silêncio tomou conta de todos nós por um longo tempo, a única coisa que se ouvia era o barulho do vento lá fora, eu já estava ficando impaciente quanto a isso, não sei quanto tempo nós ficamos aqui, mas pra mim já foi tempo demais, decidi mais uma vez ir falar com Levy para irmos embora. Levantei subitamente da cadeira e andei a passos largos em direção a Levy, em frente a ele eu fiz menção em abrir a boca, mas um barulho fez com que todos nós nos puséssemos de pé, tiros foram ouvidos do lado de fora algo do como tiros de metralhadora, grunhidos de zumbis também foram ouvidos junto com gritos irreconhecíveis.&lt;br /&gt;Levy foi o primeiro a fazer sinal para que todos nós ficássemos juntos e em silêncio, todos nós nos reunimos atrás dele enquanto ele devagar avançava para fora do local. A única coisa que deu pra ver foi um carro daqueles sem teto e três pessoas munidas de metralhadora destruindo cerca de uma dúzia de zumbis, eles pareciam satisfeitos com isso, quando o serviço havia terminado dois deles desceram do carro e vieram em direção à entrada do Centro da Moda. Levy então empunhou a doze, mirou no peito de um deles e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- QUE PORRA É ESSA AI? – O tom sério de Levy assustou um pouco um dos caras o mais alto, era moreno e tinha o cabelo raspado na máquina, mas depois do susto o cara se recompôs e gritou no mesmo tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- QUEM É QUE ESTÁ AI E QUANTOS D E VOCÊS SÃO?EU VI O CARRO DE VOCÊS AQUI FORA E VIM VER O QUE ESTAVA ACONTECENDO.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- NÃO INTERESSA A VOCÊS O QUE A GENTE TÁ FAZENDO AQUI, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE VOCÊS E NEM QUEREMOS ISSO – A hostilidade no comentário de Levy foi tanta que até eu me assustei, eu nunca tinha visto Levy tão irritado assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TÁ BELEZA A GENTE DEIXA VOCÊS EM PAZ, MAS QUANDO ESTIVEREM PRA MORRER, VÃO SE ARREPENDER – Pelos segundos da discussão eu fiquei analisado o perfil daquele homem, que me é muito familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a ultima palavra foi dita pelo homem, eu reconheci aquela voz e aquele jeito sarcástico de falar, eu acho que pelo bem de todos eu deveria interferir naquela discussão, então eu gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FUMANDO NÉ GAZELA – Todo mundo olhou pra mim com uma cara estranha e Vanessa sorriu de felicidade ao perceber que Gazela estava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PORRA FUFINHA, TU TÁ VIVO MANOLO – Ele então abaixou a arma e começou a caminhar em direção à entrada onde estávamos escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy fez menção de atirar, mas coloquei a mão no ombro dele num movimento de ‘está tudo bem’ e ele compreendeu que eu conhecia aquele cara. &lt;br /&gt;Finalmente mais sobreviventes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-1370587463604325599?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/1370587463604325599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/09/capitulo-25-encontro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1370587463604325599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1370587463604325599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/09/capitulo-25-encontro.html' title='Capitulo 25. Encontro'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-5636795716586224189</id><published>2010-08-04T10:46:00.002-03:00</published><updated>2010-08-04T10:47:16.957-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 24. Descanso Momentâneo</title><content type='html'>No carro, Levy dirigia rápido pela rua, alguns zumbis freqüentemente apareciam e eram atropelados por Levy, estávamos todos ansiosos para sair dali, mas para onde iríamos? Não havia lugar seguro por ali e eu já estava ficando com fome. Levy xingava algumas coisas enquanto dirigia, Marcos estava atônito a toda a situação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiro Kerekexe, depois Biel e Almino, quantos mais terão que morrer até essa porra acabar? – A voz dele mal conseguia ser ouvida.&lt;br /&gt;- Tu num ta num jogo de videogame não porra, essa é a NOSSA realidade e tu vai ter que se acostumar com isso caralho! – Levy falou num tom de voz sério para Marcos, enquanto dobrava uma esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy seguiu em direção à praça do II, mas só para fazer o retorno, nós então passamos pela antiga resistência a casa de Levy, a porta da lan house que funcionava embaixo da casa de Levy estava completamente destruída e não tinha sinal daqueles desgraçados por ali. Ele seguiu em frente e ninguém olhou pra trás, eu estava ficando relaxado e meus músculos doíam muito, o esforço excessivo fez com que meus músculos doessem cada vez mais.&lt;br /&gt;Levy seguiu em direção a Peixinhos e pegou a avenida destruída, ele fazia o mínimo de barulho possível para não alarmar os zumbis que estavam ali. Ele dirigiu até o inicio do Giradouro e parou em frente ao Centro da Moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É melhor a gente parar e descansar por aqui – Levy falou ainda sério.&lt;br /&gt;- Mas, essa porra ta segura? – Eu falei enquanto analisava o local por inteiro.&lt;br /&gt;- E tu acha que eu ia ‘fuder’ a gente? – Levy retrucou olhando pra mim.&lt;br /&gt;- Beleza, se tu diz que essa porra ta segura, eu confio em tu – Ainda um tanto intrigado com a situação, respondi a ele.&lt;br /&gt;- Eu também – As vozes de Marcos, Cacau e Vanessa foram ouvidas logo após a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy desligou o carro e abriu a porta devagar segurando sua ‘doze’, eu estava logo atrás com a minha faca. O portão principal do Centro da Moda estava escancarado e destruído, como tudo dentro dele. Era possível ver alguns zumbis correndo na direção de Levy que sem esforços derrubou-os com coronhadas na cabeça, parece que a adrenalina ainda corre no sangue dele. Levy então começou a andar em direção a entrada e todos nós estávamos atrás dele sempre atentos ao mínimo barulho que se sucedesse perto de nós. A entrada do Centro da Moda estava manchada de sangue, não como os outros lugares, mas pior. Numa marcha forçada todos nós acompanhamos Levy que não mediu esforços pra matar os zumbis que vinham de vez em quando à nossa direção.&lt;br /&gt;A porta principal do lugar estava estilhaçada e alguns corpos completamente devorados eram freqüentemente vistos por nós, lá dentro não estava tão melhor do que lá fora, a freqüência que éramos atacados por zumbis foi aumentando e eu tive de me juntar a Levy para mata-los. Chegamos ao local onde antigamente era usado para tirar a identidade das pessoas, as cadeiras estavam reviradas, o sangue tomava conta do local, as paredes estavam vermelhas e o mau cheiro impregnava as minhas narinas, muitos e muitos corpos estavam jogados no chão, os computadores estavam revirados juntamente com as bancadas. Eu me jogo numa cadeira e tento relaxar um pouco, todos fazem o mesmo menos Levy que fica em pé observando o resto do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que aqui a gente pode descansar um pouco. – Levy falou enquanto sentava-se numa cadeira e deixava sua ‘doze’ em cima das pernas.&lt;br /&gt;- Porra, eu não gosto da idéia de ficar tão longe do carro. – Falei virando-me para Levy.&lt;br /&gt;- A gente não vai morar aqui porra, a gente vai só descansar um pouco. – Levy um pouco irritado olha pra mim.&lt;br /&gt;- Ta beleza, ta beleza. A gente vai ter que fazer uma ronda maior e melhor aqui, afinal de contas, a porra do portão tava ‘fudido’ demais pra gente fechar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me levantei com a minha faca ainda em mãos e Levy foi logo atrás, não podemos vacilar ou vamos morrer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-5636795716586224189?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/5636795716586224189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/08/capitulo-24-descanso-momentaneo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5636795716586224189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5636795716586224189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/08/capitulo-24-descanso-momentaneo.html' title='Capitulo 24. Descanso Momentâneo'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-1348976388397218157</id><published>2010-07-14T12:15:00.002-03:00</published><updated>2010-07-14T12:18:34.234-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 23. Morte e Sangue</title><content type='html'>Empunhando a faca, fiquei apenas observando silenciosamente o que se passava, Levy estava dando ultimas instruções a Biel. Marcos e Almino estavam um tanto receosos e eu os entendo, enfrentar uma manada não vai ser nada fácil.&lt;br /&gt;Levy então fez um gesto para que eu abrisse a porta, ele não parecia nervoso nem nada, estava com um olhar frio e parecia inabalável. Enquanto caminhava em direção à porta era possível ouvir os gemidos dos monstros que logo iríamos enfrentar, não sei quantos estão lá fora e nem sei se realmente quero descobrir, mas esses filhos da puta já desgraçaram a minha vida demais e agora eu vou ‘fuder’ com eles. &lt;br /&gt;Devagar eu encosto a minha mão na maçaneta e abro a porta, quando os primeiros zumbis começam a aparecer todos nós vamos pra cima deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Golpeiem esses putos na cabeça – Gritou Levy enquanto acertava alguns zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava próximo a porta e golpeava os zumbis que cada vez entravam mais rápidos. Cinco, Dez, Quinze, Vinte. Logo a entrada da Artol estava tomada por zumbis caídos e muitos outros entravam pela porta.&lt;br /&gt;O êxtase da batalha não nos fazia parar, a adrenalina pulsava por cada veia do meu corpo enquanto eu cortava mais e mais os zumbis que vinham em minha direção e quanto mais eu os golpeava, mais apareciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa porra NUNCA vai acabar? – Exclamei ao ver a quantidade de zumbis caídos e a horda que ainda entrava pela porta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca e mata porra – A voz de Levy pode ser ouvida a alguns metros pelo grito que ele deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus braços começavam a pesar, meu corpo estava ficando ‘travado’ mas eu não posso parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CACETE... – Ouviu-se a voz de alguém, que não consegui assimilar por causa da batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu decidi então ir ver o que estava acontecendo, abrindo caminho entre os corpos de zumbis e outros zumbis que ainda estavam em pé, consegui chegar próximo ao ‘foco’ do grito. &lt;br /&gt;Almino estava encostado numa parede e cercado de zumbis, ele segurava alguma coisa que eu não consegui ver direito, então ele gritou novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vão embora, vão embora, eu vou ferrar esses miseráveis. – Pela voz dele era perceptível que ele estava muito machucado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que porra é essa que tu ta segurando?! – Exclamei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma granada, tu acha difícil comprar essas porras pelo Ebay? Vou explodir essa ‘bagaça’ agora e ferrar a maior quantidade de zumbis que eu puder  – Almino ainda teve condições de rir da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Levy ‘vamo’ sair daqui, não dá pra gente continuar – Exclamei enquanto corria em direção ao carro onde Biel se encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta certo, porra pessoal ‘vamo’ nessa, o que aconteceu? – Levy exclamou um pouco longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei próximo ao carro, vi Biel encostado no capô, sangrando e quase desmaiado. Não tive tempo de reagir quando Levy apareceu e deu uma paulada na cabeça de Biel que o fez desmaiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá todo mundo aqui cacete? – Levy impaciente entrou no carro e o ligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô logo atrás de tu, porra – Eu falei entrando também no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui seguido por Vanessa, Marcos e Cacau que entraram no carro logo em seguida. Levy deu partida no carro e saiu pela esquerda da Artol. Logo atrás de nós foi possível ouvir o barulho de uma explosão e o fogo tomou conta da entrada da Artol. Almino havia explodido sua granada, ele morreu, mas nos salvou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra onde a gente vai agora cacete? – Falei olhando para Levy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá caralho, cala a boca e me deixa dirigir. – Ele estava muito irritado e seguiu caminho em direção a praça de Jardim Brasil II.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-1348976388397218157?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/1348976388397218157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/07/capitulo-23-morte-e-sangue.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1348976388397218157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1348976388397218157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/07/capitulo-23-morte-e-sangue.html' title='Capitulo 23. Morte e Sangue'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-7452963997183249086</id><published>2010-05-25T10:42:00.002-03:00</published><updated>2010-05-25T10:44:04.874-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 22. Manada</title><content type='html'>A noite correu tranqüilamente e o sol mais uma vez veio ao céu, alguns já haviam se levantado outros permaneciam dormindo. Eu estava acordado era a minha vez de fazer ‘tomar conta’ dos zumbis. As palavras de Cacau ainda soavam na minha cabeça, não estava com sono, nem cansado. Permanecia acordado com a arma em punho, passei um bom tempo pensando em como Kerekexe havia morrido, como eu o havia matado e decidi que levaria as coisas mais a sério agora afinal de contas, quando se está sozinho viver ou morrer não é tão importante qualquer deslize você morre, só você. Mas quando se está sobrevivendo em conjunto, um deslize e você mata todo mundo, não sei há quantas horas estou acordado, mas não me interessa, não vou matar mais ninguém aqui.&lt;br /&gt;Depois de um tempo, Vanessa sai da Artol e caminha em minha direção com alguns pães:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bitcho, ta ai teu café da manhã. – Sorridente como sempre ela falava.&lt;br /&gt;- Valeu, Vanessa. Mas não estou com fome. – Com um olhar atento aos zumbis que batiam na porta de vez em quando eu respondo a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu tem que comer porra, saco vazio não para em pé. – Ela estava bem séria dessa vez, resolvi não contraria-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei um pão e mordi um pedaço bem pequeno, mas ela me forçou a comer o pão inteiro.&lt;br /&gt;Estávamos conversando besteiras de antigamente, quando um zumbi bem gordo esbarra no portão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, que merda é essa? – Exclamei com a mão na boca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zumbi estava sem metade da barriga e com apenas um braço, ele começou a bater na porta freneticamente então eu atirei nele e finalmente ele se calou tombando no chão.&lt;br /&gt;Já estava próximo a hora do almoço, quando Cacau nos chamou para comer. Ela já não me olhava com aquele olhar tão severo, mas ainda me encarava com a cara fechada.&lt;br /&gt;Todos nos sentamos no chão e começamos a comer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como ta a tua horta Marcos, gostando de brincar de ‘Colheita Feliz’? – Levy fala brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa porra é foda, to aqui cheio de calos por causa disso. – Marcos respondia soltando um sorriso amarelo para Levy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia terminado de comer mais rápido que os outros, eu só havia engolido a comida, me levantei e voltei para o meu ‘posto’.&lt;br /&gt;Subi as escadas rapidamente e me sentei no muro, observando a paisagem devastada, tudo estava morto.&lt;br /&gt;O susto foi grande, quando eu vi uma gigantesca quantidade de zumbis correndo em nossa direção. Virei-me rápido e gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, zumbis a vista, são muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo se levantou e empunhou um tipo de arma. Eu e minha Glock, Levy e sua ‘Doze’, Marcos pegou uma enxada, Cacau, Vanessa e Almino pegaram facas. Biel ficou com a chave do carro na mão, qualquer coisa a gente ia ‘picar a mula’, rapidinho. &lt;br /&gt;Levy subiu as escadas e olhou pra quantidade absurda de zumbis que estava vindo em nossa direção, ele virou pra Cacau e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma ‘manada’ e das grandes, se preparem porque o pau vai cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então desceu e nós ficamos esperando os zumbis aparecerem, quando já estavam na minha mira eu comecei a atirar.&lt;br /&gt;Levy então dá um grito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é uma ‘manada’ porra, é uma quantidade absurda de zumbis que se juntam e correm em direção a qualquer barulho, quanto mais tu atirar, mais deles vão aparecer. – Ele estava um tanto irritado, mas dava para ver em seus olhos que ele tinha sede de sangue.&lt;br /&gt;- Então fudeu, ‘vamô’ partir pro mano a mano com esses zumbis? – Um tanto assustado eu estava, nunca havia visto essa quantidade de zumbis.&lt;br /&gt;- Aquele tiro que tu deu mais cedo, deve ter chamado a atenção deles, agora eles vieram para um ‘lanchinho’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu coloquei a Glock no bolso e retirei da calça a minha velha faca.&lt;br /&gt;Mais uma vez eu fodi tudo mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-7452963997183249086?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/7452963997183249086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/05/capitulo-22-manada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7452963997183249086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7452963997183249086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/05/capitulo-22-manada.html' title='Capitulo 22. Manada'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-2919508079355722285</id><published>2010-04-23T09:12:00.001-03:00</published><updated>2010-04-23T09:13:41.669-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 21. Funeral</title><content type='html'>Após entrar na ‘nova casa’ eu finalmente me sinto mais tranqüilo, consigo até relaxar as mãos que viviam próximas à cintura onde guardava minha arma. O local era grande e bem dividido, com paredes e o chão em coloração vermelho, tinha pequenas divisões de paredes que o pessoal colocou uns lençóis tipo ‘cortina’, O local era iluminado por lâmpadas fosforescestes e a energia era tirada de um dos tantos geradores que havia ali. Mais atrás tinha uma outra saída, mais tarde eu poderei olhar o local. &lt;br /&gt;Cacau então olha pra Marcos e diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô projeto de demônio, vai colher umas verduras lá atrás. – Ela parecia um pouco tensa, mas todos nós estamos tensos desde que toda essa merda começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beleza – Foi a única resposta do meu irmão que foi andando lentamente para os fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ‘Perai’ que eu vou contigo – Disse uma voz que eu demorei a recordar, mas quando o dono da voz apareceu eu me lembrei que era Almino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois partiram em direção aos fundos e Cacau começou a me olhar estranho, um olhar severo, triste e vago ao mesmo tempo, ela começou a caminhar até mim e me deu um soco na cara, eu fui pra trás um pouco mas não cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TU MATOU O MEU IRMÃO FILHO DA PUTA! – Ela deixava escorrer algumas lágrimas enquanto falava aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixando a cabeça, eu agora sei o que é que Levy, Biel e Cacau conversaram enquanto eu estava entrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se tu quiser me matar, ‘tem treta não’, todo mundo vai morrer mesmo, pelo menos eu fico livre dessa porra primeiro que vocês. – Eu levanto a cabeça e encaro Cacau nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me fita com aquele olhar e se vira, eu me sento em algum canto e começo a pensar em quanta merda eu vivi pra chegar até aqui. Alguns minutos depois Vanessa senta perto de mim e me da um beijo na bochecha sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não liga não, ela anda estressada esses últimos dias. – Ela continua sorrindo e me abraça de novo.&lt;br /&gt;- Eu não ligo, por minha causa Kerekexe está morto, ela pode fazer o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio toma conta do local, a única coisa que se ouve são os grunhidos medonhos dos zumbis que ficam batendo na porta e as gargalhadas de Marcos nos fundos.&lt;br /&gt;Depois de quase uma hora, Marcos já havia voltado e colhido uns tomates e umas alfaces. &lt;br /&gt;Conseguimos uma refeição não tão boa, mas nutritiva, logo depois do almoço, quando Cacau havia contado a todos os recém acontecimentos, todos fomos para fora da Artol. Alguém conseguiu fazer uma cruz de madeira que fincamos no chão, como se estivéssemos enterrando Kerekexe naquele momento, Cacau olha pro céu azul, sem nuvens e fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele era um bom irmão, mesmo que a gente brigasse tanto.&lt;br /&gt;- É... Ele era um cara ‘du caraio’ – Levy completa a frase de Cacau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ‘funeral’ durou mais algum tempo, quando já estava anoitecendo todos entraram na Artol e fomos descansar, enquanto Levy fazia um turno de vigília. &lt;br /&gt;Nada além dos grunhidos se ouvia e um vazio começava a tomar conta de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-2919508079355722285?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/2919508079355722285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/04/capitulo-21-funeral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/2919508079355722285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/2919508079355722285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/04/capitulo-21-funeral.html' title='Capitulo 21. Funeral'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-7980585809104764189</id><published>2010-04-09T09:22:00.004-03:00</published><updated>2010-04-10T10:23:42.904-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 20. Salvos, por enquanto.</title><content type='html'>O silêncio que se abateu por nós foi quebrando gradualmente enquanto outras pessoas da resistência iam chegando, eram elas Cacau(a irmã de Kerekexe), uma garota alta e ‘fortinha’, com um piercing  na sobrancelha e o cabelo bem curto, é a primeira a aparecer. Ela abre um sorriso assim que vê Levy e corre pra abraça-lo, um rapaz magro e alto chega logo em seguida, demoro um tempo para perceber que aquele cara é meu irmão, ele está diferente, com o cabelo cortado, se minha avó o visse agora diria “Esse ai ta parecendo gente agora”, apesar de mais magro do que o normal, ele vem em minha direção e me dá um ‘cascudinho’, eu só riu e dou um ‘chutinho’ nas pernas dele. Lá de dentro ou ouço um ‘grito’ de uma pessoa. “Haha, eu reconheço esse escândalo todo de longe” – Eu voava nos pensamentos imaginando minha avó falando aquilo. E como eu disse, uma garota sai de dentro das portas da Artol e corre em minha direção ‘se jogando’ em cima de mim e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra bitcho, tu ta vivo porrinha... – Dizia ela sorrindo e me dando um beijo na bochecha.&lt;br /&gt;- E tu acha que eu vou morrer assim tão fácil Vanessa? – Rindo eu a abraço e dou um beijinho na testa dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa era uma grande amiga minha nos tempos de vadiagem no 13 de Maio, uma garota da minha altura, com cabelos curtos e pretos, magra até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, são só vocês? – Eu olho ao redor enquanto aceno para Cacau.&lt;br /&gt;- Não mane, o Almino ta lá dentro lendo algumas revistas de computadores, ele ainda quer ser um ‘TECNONERD’, mesmo com essa coisa espalhada por aqui. – Marcos falava enquanto todo mundo caminhava pra dentro da Artol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy, Cacau e Biel conversavam sobre algum assunto que eu não conseguia entender, na verdade eu nem queria entender... “Porra, meu irmão ta vivo, nunca pensei em agradecer um negocio desses, mas nas atuais condições, quanto mais gente viva, melhor” – Eu pensava comigo mesmo.&lt;br /&gt;O sol já queimava minha cabeça, acho que é hora do almoço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-7980585809104764189?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/7980585809104764189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/04/capitulo-20-salvos-por-enquanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7980585809104764189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7980585809104764189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/04/capitulo-20-salvos-por-enquanto.html' title='Capitulo 20. Salvos, por enquanto.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-2774358936509037364</id><published>2010-04-06T09:24:00.002-03:00</published><updated>2010-04-07T09:32:32.815-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 19. A Outra Resistência.</title><content type='html'>O caminho da Cruz Cabugá até a Presidente Kennedy foi terrível, Levy não falava nada, mas eu sabia que ele estava muito puto comigo, mas também eu sei a merda que fiz.&lt;br /&gt;Já na Avenida consigo ver realmente o estrago que foi feito, não havia reparado nas condições que ela se encontrava da última vez que passei por aqui. Tudo destruído, vários carros batidos e virados, muito sangue, muitos corpos, uma desgraça total, desde que essa merda começou a não lembro quanto tempo TUDO virou uma grande bola de merda.&lt;br /&gt;O caminho da Avenida até a entrada de Jardim Brasil foi tranqüilo aqueles monstros não nos atazanaram tanto, Levy então fala sua primeira frase em 30 minutos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pega a porra do Walk Talk que ta na minha mochila. E passa pra cá... – Ele parecia calmo demais, e isso é o que me dava mais remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu virei de costas e fui na mochila dele procurar o Walk Talk, depois de um tempo eu encontro desligado jogado no fundo da mochila, eu pego e dou a ele.&lt;br /&gt;Levy liga o Walk Talk e sintoniza-o enquanto aperta o botão de ‘falar’.&lt;br /&gt;Enquanto ele faz isso eu consigo ver como as ruas foram tomadas e como a desgraça se alastrou pelo meu bairro. “Será que foi rápido?” “Quanto tempo demorou?” “Quem sobreviveu?”, eram perguntas que eu me fazia naquele momento, me perco em pensamentos mas ‘volto’ a realidade quando ouço Levy finalmente falar no Walk Talk:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ‘nois’ que voa bruxão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo o que ele quis dizer, mas passávamos perto da ‘Artol’ quando ele disse isso e parou o carro. Rapidamente o portão da ‘Artol’ se abre e Levy põe o carro pra dentro. A Artol era um lugar grande de muros vermelhos que ficava próximo ao terminal de ônibus de Jardim Brasil II, costumava ser uma antiga fábrica ou coisa do tipo, sei lá, nunca me interessei por aquela merda. Mas parece que essa merda vai salvar o dia, eu espero que sim.&lt;br /&gt;Não consigo ver quantas pessoas estavam do lado de fora do carro, não via muitas pessoas.&lt;br /&gt;Levy então sai do carro e eu corro ao encalço dele, finalmente vejo que quem abriu os portões para nós foi Gabriel, ‘Biel’, ‘Costa de Vaca’, ‘Joana Bezerra’... Gabriel era um cara alto e bastante gordo, dos olhos claros e do cabelo loiro que nós dizíamos antigamente ser irmão gêmeo de Kerekexe. Levy e Biel se olham um tempo e depois se abraçam, eu fico apenas ali encolhido atrás de Levy. Biel então inicia uma conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ai ‘Dromedário’, porque tu demorou tanto pra aparecer? O pessoal tava ficando preocupado, cadê Kerekexe e o ‘fi do demônio’?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu apareço por detrás dos ombros de Levy e dou um sorriso ‘amarelo’, só aceno para Biel. Enquanto Levy abaixa a cabeça e sussurra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kerekexe ta morto, ele morreu lá na lan house a alguns dias, ou semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós abaixamos a cabeça, eu aperto as mãos na perna, foi culpa minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-2774358936509037364?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/2774358936509037364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/04/capitulo-19-outra-resistencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/2774358936509037364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/2774358936509037364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/04/capitulo-19-outra-resistencia.html' title='Capitulo 19. A Outra Resistência.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-7105452529953164434</id><published>2010-03-10T20:30:00.001-03:00</published><updated>2010-03-10T20:30:48.414-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 18. Banho de Sangue</title><content type='html'>Aquela manhã estava começando de ‘pé direito’, não encontramos tantos zumbis por ai, mas tivemos um trabalho a mais quando o carro começou a dar sinal de falta de gasolina.&lt;br /&gt;Tivemos que dar uma parada para ir num posto de gasolina e torcer para que ainda houvesse gasolina lá, andando por cerca de um ou dois quilômetros encontramos um posto de gasolina todo destruído, a loja de conveniência estava totalmente arrombada e fudida, pelo menos a bomba ainda estava lá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Levy então para o carro e rapidamente abre a porta segurando sua ‘doze’ corre em direção a bomba e aperta o gatilho da mesma, eu saio do carro logo em seguida com minha Glock em mãos e fico de olhos bem abertos para que nenhum filho da puta de um zumbi nos pegue desprevenidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa porra ta acabando tem bem pouca gasosa aqui. – Levy falou um tanto irritado pra mim.&lt;br /&gt;- Enche essa merda desse tanque logo, nem quero ficar muito tempo aqui, ‘fela’ da puta. – Retruquei olhando em todas as direções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy então pega a mangueira e começa a encher o tanque do carro, em cerca de 1 minuto e meio para tirar a ultima gota de gasolina, ele então joga a mangueira no chão e diz:&lt;br /&gt;- ‘Vamo’ nessa porra...&lt;br /&gt;- ‘Perai’ cacete, ‘deixa eu’ ver se tem cigarro naquela merda ali. &lt;br /&gt;- Porra, tu quer fuder a gente é? – Levy realmente estava estressado&lt;br /&gt;- Relaxaê porra, eu to afim de um cigarro a muito tempo. – Falei calmo, mas na verdade eu não estava querendo encontrar um zumbi daqueles ali, mesmo sabendo que eu ia encontrar, já havia assistido muitos filmes em que sempre saiam das lojas de conveniências a porra de zumbis do caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E começo a caminhar com a arma empunhada para a loja de conveniências, estava apreensivo, ansioso, se fosse pra sair um zumbi dali que saísse logo, não queria ficar naquela angustia fudida. Eu então pego uma pedrinha do chão e sacudo dentro da loja, a pedra bate num vidro e estilhaça o mesmo, em um piscar de olhos quatro zumbis aparecem, dois deles magros de poucos cabelos, e os outros dois extremamente gordos e com marcas de garras na face. Começo a tremer e dou um tiro em um deles que avança em cima de mim rapidamente, o acerto no braço e ele vai pra trás e logo começa a vir em cima de mim novamente, dessa vez respiro fundo e atiro na cabeça dele que cai duro no chão, o zumbi gordão corre e agarra meu braço, mas um barulho alto de tiro faz com que ele caia no chão. Levy estava me ajudando e resmungava umas palavras que eu não ouvia, quando os outros dois zumbis se aproximaram correndo eu atiro em um e Levy atira no outro. O sangue respinga em mim, na verdade praticamente levo um banho de sangue deles, eu só penso em correr abro me viro e abro rapidamente a porta do carro, entrando com Levy logo ao meu encalço. &lt;br /&gt;O barulho fez com que outros zumbis aparecessem, eles começavam a correr atrás do carro que ia a quase 100km por hora logo deixamos eles pra trás e eu finalmente consigo respirar direito. Levy olha feio pra mim, eu sei que fiz merda. Mas porra, como estava louco com um cigarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-7105452529953164434?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/7105452529953164434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/03/capitulo-18-banho-de-sangue.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7105452529953164434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7105452529953164434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/03/capitulo-18-banho-de-sangue.html' title='Capitulo 18. Banho de Sangue'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-5682714247904011066</id><published>2010-01-18T09:16:00.001-03:00</published><updated>2010-01-18T09:17:43.194-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 17. Um novo dia</title><content type='html'>O sol ia aparecendo aos poucos mostrando o fim daquela noite assustadora, à noite em que quase morri a noite em que todos os meus esforços seriam jogados fora.&lt;br /&gt;Mas isso não me abalou, estava acostumado a viver situações de perigo mesmo antigamente quando fingia pro meu pai que ia pro colégio e ficava de vadiagem na cidade com meus amigos. Tudo tão natural pra mim, o silêncio tomava conta do local não tinha porque ficar de conversa fiada ali estávamos exaustos.&lt;br /&gt;Respirava fundo enquanto o suor descia pelo meu rosto e meus olhos começavam a pesar, eu mal conseguia ficar em pé quanto mais me manter acordado. Olhei pro lado e vi Levy exausto e ensopado de sangue, ele se levantou e com um aceno de mão disse:&lt;br /&gt;- Eu vou me lavar, não quero essa merda impregnada em mim.&lt;br /&gt;Eu apenas me deitei na escada e fiquei olhando o teto e imaginando como as coisas devem estar feias não só por aqui, mas e se essa merda toda se espalhou pelo Nordeste? Pelo Brasil? Pelo MUNDO? Enchi a cabeça com esses pensamentos vagos que me levaram a esquecer o sono e me deixaram cair num misto de imaginação e realidade cruel. Via-me no meio dos filmes de Zombies que eu tanto assistia, uma cidade deserta com tudo destruído, carros virados, máquinas destroçadas. Mas um barulho me fez voltar ao ‘mundo real’, batidas na porta de vidro, arranhões e pequenos grunhidos me fizeram perceber que havia mais Zombies por ali. Levantei-me rápido e saquei minha arma com maestria e mirei neles, só assim para me fazer perceber que eu já estava ficando paranóico, na verdade não havia nada ali a não ser o vento que chacoalhava uma árvore e a mesma soltava algumas folhas secas pelo chão.&lt;br /&gt;Demorou um pouco até Levy aparecer novamente, com o rosto molhado e de cara feia pro meu lado, mas até me acostumei que essa cara ele anda fazendo desde a primeira vez que nos vimos. Ele então recolhe a arma dele do chão e vai subindo as escadas.&lt;br /&gt;- É melhor a gente sair logo daqui, sabe-se lá se outra merda dessas vai acontecer. – Ele falou com a voz rouca de sempre.&lt;br /&gt;- Putz... E a gente vai pra onde? – Indaguei enquanto bagunçava os cabelos.&lt;br /&gt;- Pra onde acha que vamos? Voltar pra ‘Jardel’ é claro. Lá é muito mais seguro. – Ele completou a frase e desapareceu nas escadas.&lt;br /&gt;Fui logo atrás dele, não tinha a mínima pressa de sair dali estava cansado e com sono, queria só dormir. Meu desânimo era tanto que não reparei que estava morrendo de fome, caminhei até a ‘dispensa’ e peguei alguns biscoitos, me sentei e fiquei comendo. Mais tarde Levy me chamou e começou a colocar os suprimentos numa mochila, guardando o máximo possível.&lt;br /&gt;Nós então descemos as escadas e sacamos as armas, ficávamos de olho em qualquer movimento na rua, logo que entrei no carro tranquei a porta e Levy entrou logo em seguida, dando partida no carro saímos em disparada para a Av. Cruz Cabugá.  Aquele dia começou bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-5682714247904011066?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/5682714247904011066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/01/capitulo-17-um-novo-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5682714247904011066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5682714247904011066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2010/01/capitulo-17-um-novo-dia.html' title='Capitulo 17. Um novo dia'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-3113839601602214351</id><published>2009-12-03T09:30:00.003-03:00</published><updated>2009-12-03T09:33:02.134-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 16. Quase Mortos</title><content type='html'>- Porra Levy, como é que a gente vai meter bala nesses putos tudo? – Olho um pouco assustado para a porta, tinham mais de uma dúzia de zombies ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mermão, eu tenho uma doze, e tu ta com uma Glock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas esses putos são muitos e são rápidos caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente tem que tentar, se não ‘nóis’ morre aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra então ‘vamo’ nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andei lentamente em direção a porta de vidro, sabia o que tinha que fazer. Abrir a porta e sair atirando na maior quantidade de zombies que eu puder, e era isso que eu ia fazer.&lt;br /&gt;Coloquei lentamente a mão na maçaneta e esperei o aviso de Levy para saber se estava tudo OK, quando ele deu o sinal eu puxei devagar a maçaneta pra baixo e abri a porta.&lt;br /&gt;Os zombies praticamente voaram para dentro da Biblioteca.&lt;br /&gt;Levy começou a atirar neles e eu não fiquei pra trás, sai atirando neles o mais rápido que eu podia. Um deles se desvencilhou dos outros e correu pra cima de mim, eu estava assustado, havia enfrentado zombies antes, mas não em tanta quantidade. Dei um passo pra trás e acertei ele na cabeça com a Glock, o que o fez ir pra trás, depois eu atirei na cabeça dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CARALHO! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi o grito de Levy e olhei pro lado, ele tava cercado de zombies, eu então corri pra cima deles e comecei a atirar. Olhei pros lados e vi a arma de Levy caída no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, fudeu! – Exclamei com um medo terrível de ter acontecido alguma coisa com o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que eu vejo Levy se levantar dentre os zombies e começar a acerta-los com socos e chutes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O QUE É QUE TU TÁ FAZENDO AI PARADO MANÉ? ATIRA NESSES PUTOS!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei duas vezes, comecei a atirar nos zombies caídos enquanto Levy acertava os outros com socos.&lt;br /&gt;Depois de um minuto mais ou menos todos os zombies estavam caídos no chão, Levy sentou-se na escadaria e sorriu, não sei como ele conseguia sorrir numa hora dessas, eu mesmo não teria tanto sangue frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esses ‘fela’ da puta quase me fuderam. Mas isso aqui! – Levy mostrava os músculos que havia ganhado com tanto esforço e malhação. – Isso aqui eu ganhei malhando, força bruta, às vezes é tão eficiente quanto uma arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho, eu não pude deixar de rir depois de uma dessas. Olhei para a porta e corri para trancá-la novamente. Depois caminhei em direção a Levy e sentei-me ao lado dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, eu daria tudo por um L&amp;M Black agora. – Falei ainda rindo pra ele.&lt;br /&gt;- Mermão, essa porra vai acabar te matando – Ele vivia falando mal do meu cigarro.&lt;br /&gt;- Nós já estamos mortos, mas ainda não sabemos disso, é impossível sobreviver a uma merda dessas. – Ri e olhei pro teto.&lt;br /&gt;- Tu ta morto né? Eu vou sobreviver. – Levy tinha mania de ficar me enchendo o saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos hoje eu não dormi, e se tivesse dormido, quem sabe nós estaríamos mortos agora. Olhando para fora eu consigo ver que está amanhecendo, toda aquela merda espalhada no chão da Biblioteca fedia e muito, mas estávamos a salvo. O que será que o dia de amanhã guarda para nós?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-3113839601602214351?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/3113839601602214351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/12/capitulo-16-quase-mortos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/3113839601602214351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/3113839601602214351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/12/capitulo-16-quase-mortos.html' title='Capitulo 16. Quase Mortos'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-5472544343470187002</id><published>2009-11-14T16:06:00.014-03:00</published><updated>2009-11-14T18:36:29.599-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold; font-family:arial;"&gt;15&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A caminhonete investiu em nossa direção. A gente estava quase no meio da rua, e foi preciso a gente correr para a calçada para não sermos atingidos. Ela continuou avançando, e não parou até colidir com o muro da igreja protestante que divisava com a padaria Pandany. A dianteira do veículo ficou esmagada quase que por inteiro. Os dois sujeitos da frente ficaram presos pela ferragem.&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os zumbis que estavam na carroceria saltaram para o chão como se tivessem acabado de descer de uma fila de carrinhos de montanha-russa. Eles transpareciam uma excitação canibalesca; no duro, olhavam pra a gente como se a gente fosse comida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apontei para a cabeça de um deles e apertei o gatilho, mas a arma deu uma guinada para cima e o projétil passou longe do alvo. “Merda”. Os outros começaram a atirar. Hugo atirava com uma destreza absurda. Ele apontava uma das pistolas na direção dos zumbis, enquanto mantinha a outra com o cano apontado para o céu, e atirava. Então fazia a mesma ação com a outra mão, e mantinha esse padrão. Ela fazia aquilo bem rápido, e enquanto eu dividia minha atenção entre o jeito como ele manipulava as armas e as contorções súbitas dos zumbis que eram atingidos pelos projéteis, eu constatei que a diferença entre a gente era tão grande que ele podia ser considerado um heroi naquela circunstância. No duro, sem puxar o saco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matheus e Elvison também atiravam, mas eles erravam quase todos os disparos. Cada um deve ter acertado em média uns dois tiros entre nove. Eles pararam por aí, porque todos os zumbis já estavam estirados no asfalto. Nem chegaram a substituir o pente: a coronha da glock suporta dez balas. Eu usei apenas uma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, quando nos certificamos de que os alvos estavam todos no chão, Hugo suspirou e apoiou os punhos cerrados na cintura. – Porra, eu disse para vocês não desperdiçarem bala, seus comédias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele deve ter usado todos os vinte projéteis. Se ele errou algum disparo, não percebi. Levy apareceu atravessando a porta da casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porra! Foi só eu sair para beber água... – Não sei se ele estava espantado com a aparição de zumbis num intervalo de tempo tão curto, enquanto estava lá dentro, ou se decepcionado por não ter chegado a tempo de enfiar algumas balas neles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esses três tão precisando de umas aulinhas, Levy. – Hugo falou, referindo-se, a quem mais senão a nós três que não tínhamos aprendido nada com CS ou com Medalha de Honra?  - Tá foda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mermão – Matheus interferiu – é só questão de prática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hugo e Levy sorriram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que não vai faltar é oportunidade pra praticar – disse Levy. Não era nada que a gente não soubesse. Pô, como poderiam se divertir com aquilo? Acho que eles estavam perdendo o tino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ei – foi Douglas chamando a atenção de Hugo – arrumem dessas pra a gente, velho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele se referia às armas, claro. Para ele e Tiago. Ótimo, pensei. Mais dois pra desperdiçar bala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hugo subiu sozinho para escolher o que iria emprestar a eles. Já tinha concordado com Levy que era melhor todos saberem atirar logo, pra evitar estorvos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, estávamos todos armados como soldados preparados para uma guerra, malgrado a ausência de coletes e capacetes. Iríamos fazer uma “caminhada de reconhecimento”, para saber onde havia zumbis e quais áreas estavam livres. Eu tinha comido bastante. O mercadinho Tavares tinha sido violado, a entrada estava destruída, e a gente furtou alimentos. Fizemos o mesmo no mercadinho Central. Mas que fique claro: só arrombamos a entrada do primeiro. A do segundo já estava obstruída quando chegamos. E a conduta da gente não podia ser questionada nas circunstâncias em que estávamos. Era roubar ou morrer de fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os grupos estavam prontos para a caminhada. Deixamos a Base, carregando bolsas com as coisas necessárias: pentes de bala, comida e água. Um dos grupos, com Hugo, Matheus e Tiago, seguiu em direção à rua do bar do pantanal. O outro grupo, eu Elvison, Levy e Douglas, seguimos até o final da rua, perto do Mega Pastel. Não havia um pé de gente ali, mas era possível ouvir ruídos. Vozes humanas, gritos, todos vindos da rua perpendicular à qual estávamos, e da qual estávamos separados pela Avenida Antônio da Costa Azevedo. Atravessamos a avenida e adentramos a rua. Ao passarmos da esquina, confirmamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá longe, mais ou menos na metade da rua, era possível ver uma concentração de pessoas caminhando em nossa direção. Não que eles estivessem vindo porque viram a gente: estavam se deslocando naquela direção antes mesmo de colocarmos a cara ali. Era impossível distinguir quem era gente e quem era zumbi àquela distância, então, por unanimidade, decidimos nos aproximar deles pela rua que se apresentava paralela àquela, à esquerda. Pegamos àquela rua e fomos adiante. Pretendíamos dobrar na primeira ruazinha que interligasse as duas, mas, após termos avistado uma, fomos compelidos a desistir desse intento: dois indivíduos irromperam por ela e vieram correndo em nossa direção. Levy ergueu a arma instintivamente, mas eu reconheci aquelas pessoas e pedi que ele parasse. Não estavam infectados, pois corriam normalmente e suas fisionomias eram completamente humanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Caralho, bicho!  - gritou um deles, parando de correr assim que nos alcançou. Era Raphael (oreia). Um cara baixinho e truncado. O outro parou pouco depois: era Aleson. Mais alto que o primeiro, porém mais magro, e usava boné.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deu o carai! – ele exclamou, quando viu o que a gente tava carregando. Raphael gritou “ei” e apontou para a rua de onde eles tinham saído: um grupo de zumbis irrompeu dali e se espalhou pela rua em que estávamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ei, porra, bora vazar daqui – Aleson pediu. – Vamo lá pra casa. A gente fez uma base lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levy falou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vocês não têm armas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Só duas, e alguns pentes. Meu pai e meu irmão tão usando elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A gente vai dar um saca lá então. É longe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não. Bora logo, pô!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saímos dali antes que fôssemos alcançados pelos zumbis. Corremos rumo à casa de Aleson. Ao chegarmos à artol, vimos algo que nos deixou meio enjoados: corpos estirados no asfalto e em algumas calçadas, recostados aos muros, e havia sangue espalhado por tudo o que era canto. Retomamos a caminhada e chegamos a casa.  Ela ficava em frente para uma padaria e ao lado da igreja católica conhecida como matriz, da qual ficava separada apenas por uma rua. Os muros da casa envolviam uma área bem extensa. Aleson abriu o portão e entramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já conhecia o lugar, assim como meu irmão. A casa em si ocupava um espaço pequeno na grande área delimitada pelos muros. Havia um telhado alto erguido por colunas de concreto e madeira, e sob o qual se encontravam estacionados uns dois carros de aspecto tão velho quanto o das paredes descascadas da casa. Adriel, irmão mais velho de Aleson, e o pai dele estavam sentados em frente a uma saleta que ficava ao fundo da propriedade. A saleta atrás deles costumava ser usada para ensaios. Os irmãos tocavam baixo; um deles tocava na banda da igreja e o outro era músico profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriel e o pai dele vieram nos receber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ae! Deu o carai – foi o que Adriel falou quando se aproximou da gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu to bem, e tu? – respondi, sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os caras tão preparados. – emendou o pai de Adriel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente conversou. Levy falou a eles sobre a outra base, explicou a respeito das armas e disse onde eles poderiam conseguir algumas e também munição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma coisa vibrou dentro da bolsa de Levy. Ele retirou um comunicador e pressionou um botão que havia nele, enquanto aproximava-o ao ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fala!... Sim. A gente encontrou uma base... Hem? Sério?... Beleza. Tô indo aí. – desligou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explicou para a gente que Hugo e os outros tinham encontrado uns zumbis perto do apartamento onde ele morava. Eles conseguiram dar conta, porque não eram muitos, depois subiram para pegar alguns pentes. Levy tirou da bolsa uma arma parecida com uma Bereta (estilo Worms) e alguns cartuchos e entregou-a ao pai de Aleson. Depois olhou para a gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cuidado ae, pessoal. Aprendam a atirar logo, carai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficamos sentados esperando alguma mudança enquanto conversávamos. Tudo estava calmo durante algumas horas, e então aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um burburinho se propagou distante. Vozes estranhas e roucas, cujo volume aumentava com o avanço dos minutos e nos deixavam nervosos. Num certo momento as vozes se tornaram berros e sentimos o chão vibrar com os passos mórbidos daquelas criaturas – eles estavam passando bem em frente à base.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente se posicionou com as armas já preparadas. Ouvimos o ruído de uma pancada no portão de metal. Outra pancada. Uma mãozinha pousou no alto do muro, e uma cabeça emergiu pouco depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu atirei, tentando acertar a cabeça, mas errei. O projétil acertou o muro, perto da mão do zumbi, e arrancou um pedaço de concreto. “Melhorei um pouco” pensei. Outras cabeças irromperam ao longo do cimo do muro. Precisamos nos aproximar para evitarmos o desperdício de balas. Então metemos fogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de alguns disparos, eu aprendi a controlar as guinadas consequentes da propulsão empregada nos projéteis. Desse jeito, eu passei a errar pouco. Mas foi preciso gastar quase três cartuchos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sangue fluía profusamente da cabeça dos zumbis atingidos, e escorregava pelo muro, formando uma pintura maldita. Se derrubássemos dez deles, outros dez os substituíam, e, em determinado momento, naturalmente, meus pentes acabaram. Douglas tinha acabado com os dele um pouco antes. Só restavam Adriel, o pai dele e Elvison. Depois de esse último disparar três vezes, a munição dele acabou. Dois zumbis conseguiram se infiltrar saltando o muro por um dos lados da casa. Adriel gastou algumas balas neles, e sua munição também acabou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhei para o primeiro andar da casa de Aleson. Foi para lá que eu me arrastei, junto com Aleson e os outros. Atravessamos a porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto subíamos o lance de escadas, ouvíamos os dois últimos disparos da bereta. Depois só havia o farfalhar dos zumbis saltando o muro e, por fim, a batida das portas da frente e dos fundos da casa sendo trancadas por Adriel e o pai dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora era questão de tempo até aqueles desgraçados conseguirem derrubar as portas da casa e invadirem-na. A gente usou aquele tempo para observar da janela do quarto no primeiro andar quantos zumbis ainda restavam para então pensarmos no que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi aí que eu fiquei desesperado: ainda tinha um rebanho deles espalhado pela rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-5472544343470187002?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/5472544343470187002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/11/15-caminhonete-investiu-em-nossa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5472544343470187002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5472544343470187002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/11/15-caminhonete-investiu-em-nossa.html' title=''/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-7257472505573828736</id><published>2009-11-04T16:17:00.003-03:00</published><updated>2009-11-04T16:25:59.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; 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font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levi e Hugo nos contaram como conseguiram as armas. Era no mínimo curioso o fato de eles terem conseguido um gerador de energia e armas de fogo de diversos calibres.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não só pistolas, mas também rifles. &lt;i style=""&gt;Rifles.&lt;/i&gt; A curiosidade atingiu a quase todos nós, principalmente ao Seu Alexandre, que aparentava ter conhecimento sobre algumas daquelas armas. Ele detinha-se a observá-las com um vagar de quem parece saber muito mais do que se supunha que soubesse. Explicava minuciosamente às dúvidas do seu filho mais novo, respondendo até mais do que ele perguntava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto observava os rifles e pistolas, eu avistei um sofá vazio. Cara, aquilo parecia o paraíso. Vazio. Lembro de ter dito a Levy algo sobre estar precisando deitar e dormir. Tombei no sofá e não me recordo de nada do que aconteceu depois disso. Tive um sono profundo e sem sonhos. Só um barulho distante me incomodou, mas era quase imperceptível. Outros sons se misturaram àquele barulho, provocando um ruído alto. Afinal eu acordei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- ... erta os caras, carai. – alguém gritou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Eu não vi, porra! Eles tavam na minha mira. – Hugo replicou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Bora descer!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu saltei do sofá e vi Hugo e Levy correndo para as escadas, armados. Os outros continuavam ali, exceto os pais e o irmão de Matheus. Ele e Elvison estavam debruçados no peitoril da janela, observando alguma movimentação na rua. Eu me juntei a eles. Já era dia. Cacete, como passou rápido. O objeto de curiosidade era um grupo de pessoas brigando ao lado do Mercadinho Tavares. Pelo que pude ver, eram três zumbis contra dois caras. Limpei os olhos para enxergar melhor: os dois caras brigando com os zumbi eram Tiago (Venta) e Douglas (Noinha). Tiago tava usando como arma o que parecia ser uma chave de cano vermelha do tamanho do braço dele. Douglas tava usando... um pedaço de pau. Hugo e Levy apareceram lá embaixo e gritaram pedindo para que os dois saíssem de perto dos zumbis, que eles iriam atirar. Douglas e Tiago não hesitaram e correram para a rua em direção ao mercadinho Central. Os outros começaram a atirar. Houve uma ruído filho da puta de tiros repetitivos. Nós três que estávamos olhando da janela fomos forçados a tapar os ouvidos, tão alto era o barulho. Eu já estava começando a ficar perturbado com as matanças. Quando aquela merda iria acabar? Perguntava a mim mesmo, numa tentativa de me acalmar, e me lembrava de que aquilo era só o começo do dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os disparos cessaram. Os três zumbis estavam estirados na calçada do mercadinho, tingida com o sangue deles. O mesmo sangue que escorregava no meio-fio e se perdia dentro duma boca-de-lobo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Estremeci.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Matheus me chamou a atenção e me mostrou as armas que Levy tinha separado para a gente. Três pistolas semi-automáticas, e seis cartuchos, além dos que estavam nas armas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então seria assim dali pra frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descemos as escadas. Precisávamos ter muito cuidado com as semi-automáticas, pois estavam já no ponto para disparar os projéteis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lá embaixo encontramos Douglas e Tiago conversando com os &lt;i style=""&gt;matadores&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Deu o carai! – foi a reação de Douglas ao ver a gente com as Glock. Tiago reagiu com surpresa também, e soltou um “porra” prolongado, abafando a boca com a mão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A gente conseguiu sorrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Que arma do carai! – Elvison falou, referindo-se à chave de cano na mão de Tiago. – Gostei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- É, e eu gostei da sua. Vamo trocar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Pois eu prefiro a arma de Douglas – Matheus disse – Dá pra furar um olho, né.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A arma de Douglas era um cabo de vassoura partido. A gente riu. Era um troço estranho conseguir rir com três corpos estirados bem do outro lado da rua e o cheiro forte de sangue. De qualquer forma, eu me sentia menos perturbado quando conseguia sorrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ei, eu vou lá dentro beber água – Levy disse. – Fiquem de olho aí, velho. Se aparecer mais daqueles putos não deixem Kerekexe atirando sozinho, não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Beleza – Matheus respondeu prestativo. Aproveitei e perguntei a ele aonde os pais e o irmão dele tinham ido. Ele respondeu que na casa duma tia aí.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Fiquei surpreso que ele tivesse conseguido dissuadir o pai de arrastá-lo junto. Ainda mais depois de seu Alexandre ter visto a caralhada de armas que estavam espalhadas na casa de Levy. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comecei a pensar na minha avó, não sei por que. Ela costumava ir lá em casa para conversar com a minha mãe. Era sempre a mesma conversa: mesmo que mudasse o tema, a estrutura da conversa não mudava, como se ela mudasse os nomes dos personagens e contasse a mesma história. E isso quando ela não contava &lt;i style=""&gt;mesmo&lt;/i&gt; uma coisa &lt;i style=""&gt;já&lt;/i&gt; tinha contado. Minha mãe sempre olhava para mim e suspirava um “lá vem” quando ela começava a falar, porque já sabia o que estava por vir. Para melar ainda mais, como se não fosse ruim o suficiente ter que ouvir aquilo tudo, minha avó sempre se queixava de uma dor na têmpora esquerda, que ela enfatizava deslizando o dorso da mão do alto da cabeça até o pescoço. Sempre que falava dessa dor, ela fazia isso com a mão e apertava os olhos e tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha divagação foi interrompida por um ruído de pneus no final da rua. Uma caminhonete vinda da rua do posto de saúde se aproximava de um jeito estranho, num ziguezague muito louco: o cara dirigia mal pra cacete. Enquanto a caminhonete se aproximava, eu pude ver que haviam uns caras em pé na caçamba, apoiando os braços no teto. Toda vez que o motorista fazia uma barbeiragem, virando prum dos lados da rua e freando, os caras perdiam o equilíbrio mas não caíam nem nada. Então eles começavam a rir. Os cretinos riam que nem umas hienas, e alto pra cacete, quando aquilo acontecia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Havia mais gente sentada na caçamba e um no banco do carona. Quanto mais próxima da gente a caminhonete ficava, mais alto se tornavam as risadas, e a fisionomia deles só ficou clara quando o veículo já estava passando em frente ao mercadinho Central. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aqueles caras...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eram zumbis.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Galera – Hugo começou. – na cabeça e no joelho. Não desperdicem balas, por favor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tá beleza, Hugo. Primeiro eu vou &lt;i&gt;tentar &lt;/i&gt;acertar.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-7257472505573828736?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/7257472505573828736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7257472505573828736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7257472505573828736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false.html' title=''/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-548652179964419306</id><published>2009-10-29T09:15:00.003-03:00</published><updated>2009-10-29T09:20:17.060-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;13&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro, enquanto a gente tentava arranjar um bom lugar no assento, vi que alguém jogava uma luz ali dentro, e por isso dava para ver perfeitamente todo mundo. Mas aí eu já estava com a minha lanterna apontada para a cara deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, porra, desliga isso aí! – Matheus pediu. Era ele quem tava dando a luz, com uma lanterna também.&lt;br /&gt;- Foi mal – desliguei a minha. Olhei para a cadeira do motorista e depois voltei minha atenção para o banco onde eu estava – Seu Alexandre. Dona Gezil. Má hora pra pegar carona, né? – O irmãozinho de Matheus riu. Cumprimentei-o também – Ae, Rudá! Matheus. – cumprimentei o cara também. Meu irmão fez o mesmo com todo mundo, e então tentei descontrair um pouco. O carro tornou a se deslocar, só que agora num ritmo lento. Seu Alexandre pegou à esquerda, na rua que dava para a padaria (esqueci o nome) perto da lan house.  Antes de alcançar a metade da rua, uma das laterais da van foi atingida por algo, e sacudiu um pouco. Rudá e Dona Gezil gritaram. Seu Alexandre perdeu o controle do volante, mas recuperou logo. A van deu um solavanco e depois seguiu normalmente. Todos pareciam estar muito tensos para falar alguma coisa.  Lá no finalzinho da rua, antes de virarmos à direita para pegar a rua dos mercadinhos, alguma coisa enfiou o braço pela janela entreaberta do motorista. Seu Alexandre freou bruscamente, jogando a gente para frente. Eu meti a cara no espaldar do assento da frente, mas consegui me ajeitar e olhar para a janela a ponto de ver Seu Alexandre descer o vidro e erguer o braço para fora: ele estava apontando um tipo de pistola para a cara da coisa. Era uma pistola de cano muito curto. Bang!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve ninguém ali dentro que não se assustou ao ouvir o disparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa recolheu a mão para fora da janela, enquanto a gente tentava se recuperar do susto – pelo menos pelo que pude ver nos rostos dos outros, eles tinham ficado tão assustados quanto eu. Seu Alexandre se desculpou por ter feito aquilo ali dentro e perto de todo mundo, e disse que foi necessário. A gente assentiu; quem iria falar algo numa hora daquelas? Eu não tava afim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ele finalmente virou à direita na rua dos mercadinhos. O farol do carro iluminou as casas enfileiradas ao longo da rua. Vi um cara atravessando a porta da lan house e parando na calçada. Eu reconheci o sujeito, mas Matheus foi mais rápido quando falou: - Ei! Kerekexe! [1] Para a van aí, painho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Alexandre continuou lentamente até parar, mas, antes de se aproximar do cara e descer totalmente o vidro, ele murmurou algo para Matheus, num volume que com certeza não dava para Kerekexe ouvir. – Meu filho, a gente não sabe se ele foi infectado. É preciso ter cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se esticou para vê-lo através da janela do motorista. Acho que não era sensato abrir a janela de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que foi isso, velho? – Kerekexe perguntou um tanto sobressaltado – Foi o senhor quem atirou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falava com Seu Alexandre, que respondeu com um sim. Kerekexe estava mesmo assustado, mas eu reparei que ele também estava preparado. Segurava duas pistolas pretas iguaizinhas. Com a experiência que eu tinha adquirido de mangá e de Counter Strike, pude assumir que eram duas Glock. Agora, dizer qual era o calibre, aí eram mais quinhentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu contemplava as armas, uma pessoa saiu pela porta da lan house e se juntou a Kerekexe. Ele apertou os olhos para fitar o motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Opa, quem é? – Levy perguntou a Kerekexe.&lt;br /&gt;- É o pai de Matheus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy lançou um olhar para o banco de trás e reconheceu a gente, a mim e a Matheus. Não conhecia ninguém além de nós dois entre as pessoas que estavam ali. Levy era um cara mais ou menos forte. Tinha a pele morena e uma costeleta metodicamente aparada. Usava uma camiseta preta com o símbolo de uma caveira – o Justiceiro, se não me engano. Ele não parecia ser daqueles caras compulsivos por academia, pelo menos era o que eu achava. Não dava pra conversar com esse tipo de gente, dos que são tarados por academia. Sério, os caras só falam na quantidade de peso que conseguiram levantar no dia tal e ficam de minuto a minuto olhando pros próprios braços, como que com medo que eles diminuam uns dois milímetros de massa, e fazendo um ou outro comentário cretino. Eu achava que Levy não era desses, porque ele conversava com um pessoal gente fina como Marcos e Kerekexe, mas a gente nunca sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria sair do carro. Dava para ver que nenhum dos dois tinha sido mordido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Êita, carai – Kerekexe exclamou – O bicho tá vivo ainda. Bora lá, Levy! – Ele e Levy correram pela rua em direção à padaria. Então começaram a disparar. Eu precisei me esgueirar para trás e mirar a lanterna para enxergar os dois. Só aí eu me liguei numa coisa: a lan house estava iluminada, e a casa de Levy, que ficava acima dela, também. Quando tínhamos chegado ali, eu estava tão assustado ao ponto de não ter percebido isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Alexandre saiu da van. Aquilo me pareceu um aval, então eu abri a porta e saí também. Elvison e Matheus saíram em seguida. Apenas Dona Gezil e Rudá ficaram lá dentro. Ela perguntou, retoricamente, se não era melhor ficarmos dentro da van. Eu achava que não, e disse a ela que ficasse tranqüila, que a gente não iria se afastar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menti, ficamos apenas alguns passos dela. Seu Alexandre estava só um pouco nossa frente. Matheus apontava a lanterna para o ponto onde Kerekexe e Levy estavam. Eu ainda segurava a barra de metal, assim como meu irmão. A gente não iria fazer muita frente às armas de fogo, e eu nem me sentia inclinado a tentar algo. Estava cansado pra burro. Olhei para as casas enfileiradas dos dois lados da rua. Não havia luz elétrica em nenhuma casa além da que ficava acima da lan. Afinal, os caras retornaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, velho, vocês neutralizaram o bicho? – seu Alexandre perguntou a Levy e a Kerekexe, quando os dois se aproximaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então – Levy respondeu, e depois meteu a mão no bolso e puxou um cigarro e um isqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, velho! – Kerekexe falou isso para Matheus. Eles se cumprimentaram, e depois meu irmão e eu o cumprimentamos. – Beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arram – respondi. Ele riu quando viu o que nós dois estávamos usando como arma. Fez um comentário do tipo “carai, tu não é nada grosso hem”. Eu ri. – Fazer o quê, era só o que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerekexe. Esse era um apelido cabuloso de explicar, e não tem mais sentido chama-lo desse jeito. O nome dele é Hugo. Ele é um pouco menos que gordo: não pode ser considerado magro, mas também não tem nenhum hospedeiro na barriga. Hugo costumava ter o cabelo grande. Não grande de caído nas costas; era volumoso e encaracolado e ficava estacionado, crescendo na órbita da cabeça. Alguém, por sinal muito espirituoso, resolveu dar àquilo o nome cabelo de ninho de Kerekexe. Dizem que Kerekexe é o nome de um pássaro, mas eu procurei no dicionário de Aurélio e lá dizia ser o nome de um instrumento musical – o troço é chamado também de canzá. Criativo ou não, o negócio é que a porra do apelido pegou, e até hoje, mesmo o cara mantendo o cabelo sempre curtinho, as pessoas ainda o chamam Kerekexe. Agora só usam a última palavra do apelido. O próprio Hugo disse que até já tentaram diminuir para xereca. Porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, acho melhor vocês entrarem. – Hugo falou para a gente.&lt;br /&gt;Seu Alexandre estava passando os olhos pelas fileiras de casas dos dois lados da rua. Provavelmente estava fazendo o mesmo que eu tinha feito pouco antes, constatando que a lan house e a casa sobre ela eram os únicos lugares – até onde a gente conseguia enxergar de onde estávamos – que tinham luz elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, ele perguntou aos caras o porquê. Foi Levy quem respondeu.&lt;br /&gt;- A gente escolheu minha casa – ele apontou para a casa no primeiro andar – pra servir de base pra a gente se organizar contra os zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse zumbis. Eu preferia coisa, mas tanto faz o nome que tenham escolhido para aquilo.&lt;br /&gt;- E a gente conseguiu um gerador de energia. – Levy concluiu. Então era isso.&lt;br /&gt;- Na verdade – Hugo interveio – a gente furtou. Mas isso já é outra história. – Eu sorri. Elvison e Matheus também. – Enfim, bora entrando, pessoal.  Antes que apareça outro merdinha daquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy se dirigiu a Seu Alexandre – O senhor trouxe mais alguém na van, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quase tinha me esquecido dos dois lá dentro. Seu Alexandre foi até a van, abriu a porta e perguntou se estava tudo bem. Ouvi uma resposta. Depois ele se desculpou por tê-los deixado esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a gente entrou na casa de Levy – A base. Eu podia ter reparado nos detalhes da casa em si, mas outra coisa me chamou a atenção. Na verdade, aquilo deixou a todos nós com as sobrancelhas lá em cima: havia um arsenal de armas espalhadas por todo canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não reparem na bagunça. – Levy falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota&lt;br /&gt;[1]: O nome é Querequexé, mas como o próprio dono do apelido escreve do jeito que tá no texto, eu escolhi deixar do mesmo jeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-548652179964419306?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/548652179964419306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/10/13-la-dentro-enquanto-gente-tentava.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/548652179964419306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/548652179964419306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/10/13-la-dentro-enquanto-gente-tentava.html' title=''/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-5091063302861169630</id><published>2009-10-20T14:15:00.002-03:00</published><updated>2009-10-20T14:46:42.075-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Elvison enfiou uma das extremidades da barra de ferro na cara da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coisa&lt;/span&gt;. Vou chamar de coisa porque eu não tenho um nome para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquilo&lt;/span&gt;. Acho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;zumbi&lt;/span&gt; muito clichê. A coisa caiu com o golpe. Adiantei-me para a estante da televisão e peguei as chaves. Pedi para meu irmão segurar a vela, para que eu pudesse abrir a grade. Não queria ficar trancado com aquela coisa quando ela conseguisse entrar. Após abrir a grade, larguei as chaves na fechadura e voltei para a estante para pegar a lanterna que meu pai costumava deixar ali. Meu irmão já estava lá fora. Fui até lá, correndo. A coisa estava de pé novamente, e começou a vir na nossa direção sem hesitar sequer um passo. Era um pouco mais alto que eu e tinha os cabelos pretos e curtos. Com certeza eu nunca o vira antes. Movimentava-se tão bem quanto qualquer humano saudável, ou talvez até melhor. No duro, o cara era rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão tentou acertar a cabeça dele com a barra de metal. A coisa se defendeu com o braço. Foi uma reação instintiva, igual como fazemos quando jogam algo na gente. Ele empurrou a barra bruscamente, tirando-a do caminho, e avançou para meu irmão, empurrando-o contra a grade. A chama da vela apagou, e só restava a luz da lanterna que eu mirava para os dois. Sem pensar muito, meti a barra de metal nas pernas do desgraçado. Com sorte, consegui derrubá-lo. Meu irmão largou a vela, segurou a barra com as duas mãos e começou a bater na coisa. Juntei-me a ele. Depois que comecei, eu não conseguia pensar em outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Bater.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Minha mente estava toldada pela visão do rosto assustador da coisa e pelo som furioso emitido por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando senti dormência no braço, eu parei. Encostei-me no muro pequeno de casa. Meu irmão parou um pouco depois. Ficamos observando a coisa enquanto ela se contorcia e gemia incapaz de se levantar. A gente deve ter quebrado quase todos os ossos da perna dela. Segurei-a pelo braço e pedi para Elvison segurar o outro, então arrastamos a coisa e encostamo-la na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Focalizei meu irmão. Ele estava desgastado pra burro, precisava dormir mais do que eu. Enquanto o observava com a luz da lanterna oscilando, eu vi alguma coisa se mover entre as barras da grade, acima do ombro dele. Estreitei os olhos. Aquilo deslizou para fora e pousou no pescoço dele. Era uma mão pálida.&lt;br /&gt;A mão o puxou bruscamente, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, e bateu a cabeça dele na grade, depois o largou, e ele caiu como um saco de batatas. A mão se recolheu para e escuridão. Não desviei a lanterna, estava aterrorizado. Um rosto surgiu na luz, e eu reconheci. Mas não queria acreditar – era minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... – sussurrei. Os olhos dela estavam diferentes, vidrados. Estava sorrindo de um jeito que parecia insano. Uma figura emergiu das sombras e se posicionou ao lado dela. Era parecido com o cara caído no chão, e eu também não o conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deve ter entrado na hora em que ouvi o barulho de parede sendo destruída. E eu pensando que ela tinha desmaiado mesmo. O que eu podia fazer com aqueles dois? Será que eu teria coragem de bater na minha mãe, mesmo ela estando transformada naquela coisa? Que terrível... Olhei para o cara. Eu estava muito puto. Ele era culpado por aquilo. Eu queria cortar a garganta dele, mas pena não poder entrar e pegar uma faca. Tudo bem, estava satisfeito em espancá-lo até a morte – ou o que quer que acontecesse àquelas criaturas quando eram espancadas como eu pretendia fazer. Ele veio primeiro, para minha sorte. Ótimo, era isso o que eu queria, filho da puta. Tu vai ver só, não devia ter metido teu traseiro por essas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei a lanterna entre os dentes e, com as duas mãos, girei o bastão de metal em direção à cabeça dele. O miserável colocou o braço no caminho, fazendo o bastão desviar nele. Mas a força que eu botei no golpe o empurrou e o fez perder equilíbrio. Aproveitei a chance e desci o bastão nas pernas dele, derrubando-o. Se aquilo fosse uma brincadeira, eu teria até inventado um nome pra esse golpe. Mas o negócio era sério. Bati na cabeça do filho da puta, sem dó. Espanquei também os braços e as pernas dele, para incapacitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei exausto quando terminei. Tinha perdido a conta de quantas vezes desloquei aquele bastão. Meus braços pareciam pesar mais do que todo o resto do corpo. O que me surpreendeu foi minha mãe ter ficado olhando o tempo todo, sem fazer nada. Posei a lanterna sobre o muro, mirada para ela. Quando levei a mão livre ao bastão, ouvi um grito feminino vindo de algum ponto da rua. Por curiosidade, mudei a posição da lanterna, apontando-a na direção aonde o grito tinha se propagado. Burrice. Senti uma pancada forte no peito e fui jogado direto para a rua, sem tocar a calçada. Putz, velho, como doeu aquilo, fodi minhas costas. A lanterna escorregou e caiu na calçada, pude escutar. A luz falhou por uma fração de segundo, e depois ficou firme, se estendendo pela rua. Dava para enxergar algumas coisas próximas. O bastão estava caído perto de mim. Corri para ele e depois para a lanterna. Tentei posicionar a luz para um ponto distante à minha frente e, bingo, minha mãe estava bem diante de mim, preparada para foder minha cabeça com uma pedra, mas alguma coisa acertou suas pernas com força, e ela despencou. Olhei para o lado – era meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para minha mãe caída na calçada e constatei que ela não levantaria tão cedo. Os ossos dela já estavam muito fracos pela idade, e com uma pancada daquelas... Falei para o meu irmão para sairmos dali. Juntos, arrastamos nossa mãe para dentro da casa e deixamo-la trancada lá dentro. Peguei meus chinelos e então nos mandamos pela rua que dava para Jardim Brasil II, mas sem rumo certo.&lt;br /&gt;Ao chegarmos na esquina, vi uma van se aproximando velozmente à nossa direita. Apontei a luz para ela. A van freou bruscamente bem na nossa frente. O motorista colocou o braço para fora da janela e esticou um pouco o pescoço – seu Alexandre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Danilo! Entre aí, meu filho! Depressa! – ele pediu agitado. – Quem é esse? Ah, o irmão dele? – disse, após ter ser respondido pela voz de Matheus.&lt;br /&gt;Entramos na van.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-5091063302861169630?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/5091063302861169630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/10/12-elvison-enfiou-uma-das-extremidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5091063302861169630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5091063302861169630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/10/12-elvison-enfiou-uma-das-extremidades.html' title=''/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-829825228761675824</id><published>2009-10-13T17:58:00.005-03:00</published><updated>2009-10-14T17:43:13.120-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Danilo&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Relatos&lt;/span&gt;)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo 11&lt;/span&gt;. Mau Presságio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer quando isso começou exatamente. Aconteceu muito rápido, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu&lt;/span&gt; percebi tarde demais. Parece que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todo mundo&lt;/span&gt; percebeu tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, eram dez e meia da manhã quando eu preparava meu desjejum: três pães assados e um copo de café. Não iria matar minha fome – que não era pouca -, mas já estava perto da hora do almoço e por isso não me importei com a quantidade. Depois de comer, fui até a lan house - .net – pesquisar uma baboseira para trabalho. Big era o apelido do cara que costumava atender os clientes no período da manhã. Paguei uma hora e fui acessar a um daqueles PCs cheios de vírus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei para baixar o álbum de uma banda de Garage Rock. Talvez seja irrelevante comentar, mas sempre dava alguma merda quando você fazia download de alguma coisa naquela lan. Dessa vez não foi diferente. A janela indicava 93% quando o monitor estalou de repente, e a tela escureceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, que merda foi essa? – Perguntou o cara que estava sentado do meu lado. Eu me segurei para não rir da minha falta de sorte. Ele poderia pensar que eu tava rindo dele, o que não era totalmente mentira. Queda de energia era um troço que acontecia com grande frequência; era uma merda, mas eu não podia fazer nada. Levantei da cadeira. Uma menina perguntou a Big:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que volta rápido?&lt;br /&gt;A cretina perguntou isso. Nunca passou por essa experiência ou então sente prazer de perguntar toda vez que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, visse. - Big respondeu. – Talvez demore a voltar.&lt;br /&gt;Rá! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Talvez demore&lt;/span&gt;. Senta e espera até amanhã, boyzinha.&lt;br /&gt;Voltei para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, dei conta de não ter escutado o som de nenhum aparelho de tv e, quando cheguei em casa, não tinha energia. Cacete...  Iria me foder por não ter feito o trabalho, mas quem se importava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ler o livro que eu tinha pedido emprestado a um amigo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amanhecer&lt;/span&gt; era o título, de uma tal de Stephenie Meyer. Desde que li o primeiro, me perguntei por que raios essa mulher não juntou os quatro livros da série em um só, porque a maior parte é enrolação. Para vender mais, é claro. E aquela merda tinha se tornado modinha, era um troço interessante de constatar. Talvez fossem pelos vampiros afrescalhados que brilham sob a luz do sol, ou a própria personagem principal maníaco-depressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, eu lia. Para falar mal de uma coisa dessas é preciso conhecer. E eu já estava no final mesmo. O que é um peido pra quem já está todo cagado? Fiquei jogado na cama, lendo, até a hora do almoço. A energia ainda não tinha retornado, e usei palitos de fósforo para acender o fogão. Minha mãe tinha preparado quase tudo, então só precisei cozinhar algumas batatas para mim. Depois de almoçar, fui ao curso.&lt;br /&gt;Não havia energia lá também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria aula. Dia livre... Alguma coisa me intrigava – Que porra tá acontecendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho até a parada de ônibus eu escutei partes de conversas. Tudo parecia muito irreal, mas convergia para um único assunto: “Lá em casa faltou energia hoje”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era a primeira vez que eu desejava chegar lá em casa e ouvir o som de qualquer porcaria que saísse da televisão, até mesmo aqueles programas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ligue para cá e complete a palavra&lt;/span&gt;, da redetv.&lt;br /&gt;Mas não aconteceu.&lt;br /&gt;Continuava sem energia. Puta que pariu! Os reptilianos não querem mais controlar a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei não dar tanta importância a isso. Lembrei que tinha acontecido algo parecido havia alguns anos, e não foi apenas uma vez. Porém, costumava acontecer à tarde e durava a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou um dia... Outro... Mais um. E cadê a luz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era impossível se comunicar através da internet, e os telefones estavam mudos. Até por celular estava difícil manter contato. Algumas pessoas comentavam sobre o que poderia estar acontecendo, mas muita coisa do que diziam era fantasiosa o suficiente para não ser levada a sério. Pra piorar, comentava-se que coisas estranhas estavam acontecendo em vários lugares, como Rio Doce, Peixinhos e na praça do arsenal da marinha. Alguns sugeriam que essas coisas estranhas tinham relação com a falta de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muita baboseira, mas algumas coisas das quais ouvi me assustaram. Foi numa tarde, quando eu estava conversando com alguns amigos, sentado num dos bancos largos e sinuosos da Praça Alvorada, que ouvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...Sim, Douglas, aí tu vem citar uma informação de uma merda de slide que tu viu na wikipedia, e quer que eu acredite? – falou um deles.&lt;br /&gt;- E o que tem que seja da wikipedia? – Douglas retrucou. – Isso não quer dizer que a informação não é verdadeira, Matheus. Bota isso na tua cabeça. Assim tu não devia acreditar em nada que digitam lá, né foda.&lt;br /&gt;- E quem disse que eu acredito?&lt;br /&gt;- Ta, Matheus, quero discutir contigo não. Teu pai é foda, ele sabe de tudo mais do que todo mundo, pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu quase que não me aguentei. Aqueles dois viviam em conflito, um não aceitava o que o outro dizia. Era assim quase toda vez que a gente conversava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus olhou pra mim com cara de quem queria rir mas que achava melhor não. Eu respondi igualmente, e nós três ficamos em silêncio. Alguns segundos depois, quatro caras passaram por nós conversando sobre algo que chamou minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério, bicho. Ele disse que o cara tava estranho, os olhos meio avermelhados como se tivesse com conjuntivite. E não dizia nada, só resmungava. Depois o cara pulou em cima de uma senhora e começou a morder ela.&lt;br /&gt;- Ôxi, doido! Que viagem. – respondeu o outro.&lt;br /&gt;- Bote fé. Eu não acreditei muito, não. Mas, porra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caras pararam de andar quando chegaram no muro que cercava o campinho da praça. Dois deles encostaram-se à grade que se estendia em cima do muro, e os outros dois ficaram de frente para eles, de braços cruzados. Continuaram a conversa, mas pouco depois puxaram um papo desinteressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês ouviram? – perguntei a Douglas e Matheus.&lt;br /&gt;- Uhum! – Douglas respondeu. Eu conhecia Douglas de alguns anos. O pessoal costuma o chamar por Noia, um apelido herdado do irmão dele, por assim dizer. Um outro amigo da gente, Marcos, passou a chamá-lo por Noinha, e o negócio pegou. Afinal, eu continuo o chamando pelo nome, como todas as pessoas que conheço. Nunca gostei muito de apelidos. Se eu não souber o nome da pessoa, é inevitável. Mas uma hora tu tem que perguntar a fulano como ele se chama, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu ouvi também. – Matheus respondeu.&lt;br /&gt;- Que vocês acham? – tentei.&lt;br /&gt;- Bicho... – Matheus começou. – eu tô achando que meu pai sabe alguma coisa sobre isso. Ele tá saindo muito, e anda meio estranho.&lt;br /&gt;- Estranho como? – indaguei.&lt;br /&gt;- Tipo, ele tá escondendo alguma coisa. E tá preocupado demais.&lt;br /&gt;- Talvez seja só por causa da falta de energia. – Douglas sugeriu. – Todo munto tá preocupado, pó.&lt;br /&gt;- Ele tá preocupado com isso, sim, mas com outra coisa também. Peguei ele chorando em silêncio, uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho... Então &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tinha&lt;/span&gt; mesmo alguma coisa acontecendo além do apagão. O que seria? O que o pai de Matheus tinha visto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa se estendeu, mas não havia nenhuma informação extra. Nem outra conversa interessante para ouvir. Mais uma noite de completa escuridão se ergueu sobre as ruas de Jardim Brasil. As pessoas saíam de suas casas cada uma com uma vela grudada num pires ou no fundo de um copo. Parecia uma procissão. Era ridículo, dessas coisas que só se vê em filmes e livros. Uma rua quase deserta em dias comuns agora parecia uma convocação do Papa numa catedral do Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormindo eu estava ganhando mais, então fui me deitar. O sono não foi muito agradável. Sonhei que estava sentado no banco da Praça Alvorada e alguma coisa fisgou minha perna. Com o choque da dor, eu sacudi a perna instintivamente e olhei para baixo. Havia um velho abocanhando minha perna, como um cachorro. Tentei chuta-lo, mas não deu em nada. Às vezes parece que a gente perde as forças nos sonhos e fica incapaz de fazer até uma merda fácil dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutei de novo. Dessa vez funcionou. O velho largou a perna e cambaleou para trás. Ele tinha arrancado um naco de carne, e minha perna agora ardia horrores. O nojento sorriu com a boca ensanguentada e com carne presa entre os dentes. De repente, ele assumiu a aparência do Papa Bento. Aquilo poderia ser engraçado em outras circunstâncias, mas naquela não era. Para piorar, várias pessoas surgiram por entre as ruas e becos que conduziam à praça. Todas carregando velas. Elas se aproximavam numa lentidão angustiante. Bento engatinhava em minha direção, um sorriso sádico estampando o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai se foder, seu escroto! – gritei. Eu queria sair dali naquele instante, mas minhas pernas não se movimentavam. Porra, alguma coisa. Por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a sentir uma pressão no braço. Estava doendo pra burro. A dor aumentou, e parecia não ter limite de subida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então acordei, arfando e transpirando feito doido.&lt;br /&gt;Meu braço ainda doía muito, e constatei que era porque eu estava deitado sobre ele. Virei para o outro lado. Que alívio! Apesar de ainda doer, havia um formigamento aliviando a dor aos poucos. Meus batimentos normalizaram. Estendi minha mão para tocar a perna – estava inteira.&lt;br /&gt;Merda. Vai ser foda conseguir dormir de novo.&lt;br /&gt;Estava uma escuridão de breu. Eu fechei os olhos, para tentar dormir de novo, e foi quando aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barulho de algo quebrando o vidro da janela da sala bruscamente. Meus olhos se arregalaram. Minha mãe, que dormia no quarto ao lado, despejou um grito o qual eu nunca tinha escutado antes – era um grito de horror.&lt;br /&gt;Tateei às cegas, tentando alcançar a estantezinha próxima a cama. Tinha deixado ali uma caixa de fósforos, no alto de uma pilha de livros. Minha mão atingiu uma outra pilha, mais perto da parede. A pilha oscilou, mas não caiu nada. Ali eu podia deslizar os dedos facilmente, para tentar alcançar a caixa de fósforos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi outra pancada na sala. Isso foi foda, me assustou de novo. Eu estiquei a mão sobre a outra pilha e acabei derrubando a caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que pariu. Essa porra só acontece comigo.&lt;br /&gt;Esse pensamento me veio por hábito, mas em nenhuma das vezes anteriores eu estava suando frio como naquele instante. As pancadas insistiram dessa vez na parede. Minha mãe suplicava por ajuda, e eu gritei pedindo que se acalmasse. Já era difícil raciocinar tendo que ouvir o barulho de algum viking louco tentando derrubar as paredes da sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debrucei-me sobre o chão e tateei freneticamente. Meus dedos roçaram em alguma coisa e a coisa chacoalhou. Deitei a mão ali – era a caixa. Puxei um palito o acendi. A chama fraca iluminou a estantezinha. Ali havia uma vela. Arrebateia- e aproximei o pavio para as chamas, queimando-o. Estendi a vela, indundando o quarto com luz. Meu irmão estava dormindo na outra cama. Na pressa, eu tinha esquecido que ele tava ali. Mas quem imaginaria que o miserável não iria acordar com um barulho daqueles. Qualquer outro dia eu tento com uma britadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, Elvison! – o sacudi. – Elvison, carai, acorda!&lt;br /&gt;Sacudi com força, e ele acordou.&lt;br /&gt;- Hm? – perguntou. Eu nem me dei ao trabalho de responder. Uma pancada forte na parede fez isso por mim.&lt;br /&gt;- Que porra é essa? – ele perguntou, saltando da cama.&lt;br /&gt;- E eu sei, caralho? Vem, pega esse teu violão velho.&lt;br /&gt;Atravessei a cozinha e peguei a barra de ferro que era usada como travessão na porta. Talvez para dar a sensação de que protegia. Meu pai acreditava naquilo porque era um hábito adquirido na casa dos pais dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos serviriam dessa vez, mesmo que para um propósito diferente.&lt;br /&gt;A gente se aproximou da sala. A luz da vela conseguia iluminar toda a sala, que era pequena. Tinha vidro espalhado pelo chão e nos sofás. Minha mãe silenciou... Talvez tivesse desmaiado, então não precisei conferir.&lt;br /&gt;A coisa ainda batia na parede e, pelo que pude ouvir, tinha conseguido fazer um buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Merda... – Sussurrei.&lt;br /&gt;Elvison largou o violão sobre o sofá e retirou a barra de ferro da porta da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava mais tenso do que eu.&lt;br /&gt;Percebi um movimento lá fora através do buraco da janela.  Engoli seco. Um rosto humano apareceu ali, claro como cimento, os olhos vidrados e a boca entreaberta. Um som rouco se desprendeu da garganta dele.&lt;br /&gt;Eu congelei. O que é isso, velho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-829825228761675824?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/829825228761675824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/10/danilo-relatos-cap.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/829825228761675824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/829825228761675824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/10/danilo-relatos-cap.html' title=''/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-1794011049930739767</id><published>2009-09-23T21:14:00.003-03:00</published><updated>2009-10-13T08:30:45.215-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 10. Mais uma morte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquela noite parecia tranqüila, nada aconteceu por muito tempo não sei como, mas consegui ficar acordado, mas até que o sono bateu, meus olhos começaram a fechar involuntariamente, então eu resolvi dar uma parada e ir molhar o rosto, saio do meu posto e vou em direção ao bebedouro molhar o rosto. Depois de alguns segundos ali eu volto ao posto ainda bem que o sono passou senão eu ia me ferrar bonito.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;Alguns minutos depois eu vejo uma coisa que me chama atenção, uma pessoa correndo no meio da rua, a única coisa que eu consigo enxergar é o grande cabelo loiro dela. Ela corre na direção da Biblioteca e então percebo que uma dúzia daqueles monstros estão atrás da pessoa, ela corre e sobe as escadas tão rápido que mal dá pra acreditar, a pessoa põe os olhos em mim e corre em minha direção e começa a bater no vidro, percebo que é um homem que tem um olhar amedrontado, ele está ensangüentado e quase chorando.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;Ele bate cada vez mais forte no vidro e eu vejo alguns daqueles monstros vindo em sua direção, eu abro a porta e o homem salta para dentro enquanto eu fecho rapidamente a porta, alguns dos monstros esbarram no vidro e ficam batendo nele querendo entrar.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;Eu me viro para o homem e coloco a arma apontada para a cabeça dele&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt; &lt;/span&gt;Quem é tu filho da puta? – Eu pergunto irritado para o homem.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- Me-me-meu no-no-me é Lu-lu-lucca – Ele responde enquanto treme mais do que vara verde.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;  &lt;/span&gt;Porra, o que é que tu tava fazendo no meio desses filhos da puta? – A cada letra que eu dizia mais eu me irritava com aquele homem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- Eu... Eu estava protegido num lugar, mas acabei me fudendo pra esses viadinhos de merda e tive que fugir – Ele parecia um pouco mais calmo, mas freqüentemente olhava para o vidro achando que iria quebrar a qualquer momento.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;Olhando para cima das escadas eu vejo Levy descendo-as com uma ‘doze’ em punho e olhando para a porta de vidro.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;  &lt;/span&gt;Esses putos, porque tu não me avisou antes ‘fela’ da puta? – Ele parecia muito irritado com o que acabara de ver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- Esses porras não vão entrar, essa merda foi reforçada a algum tempo, vai ser difícil eles entrarem – Falei calmamente para Levy ainda apontando a arma para o homem.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- E quem é esse ‘fidirapariga’ ai?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;    - Sei lá, é um idiota que tava fugindo deles e eu deixei entrar.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;Levy chega perto do homem e olha-o de cima a baixo por alguns minutos, então ele dá alguns passos pra trás e põe a arma na cabeça do homem e dá um tiro, os miolos do homem voam pra cima de mim e o sangue salpica para tudo quanto é lado.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;Porque tu fez isso caralho? – Muito puto eu olho para Levy enquanto limpo meu rosto com a camisa.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- Esse ‘fela’ da puta tava infectado e ia fuder com todo mundo – Ele parecia tão puto quanto eu.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- Caralho, esse corno num ia me contar um bagulho desses, eu ia acabar me fudendo.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- É isso ai idiota, tu ia fuder todo mundo, DENOVO.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN-LEFT: 36pt" class="MsoNormal"&gt;- Porra, e esses ai fora, o que a gente faz com eles?&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';font-size:12;"&gt;- ‘Vamo’ tocar o terror PORRA, antes que apareçam mais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';font-size:12;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-1794011049930739767?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/1794011049930739767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-10-mais-uma-morte.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1794011049930739767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1794011049930739767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-10-mais-uma-morte.html' title='Capitulo 10. Mais uma morte'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-103518024594962699</id><published>2009-09-15T20:56:00.000-03:00</published><updated>2009-09-15T20:58:34.268-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 9. O Treinamento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;O carro está correndo em alta velocidade, mas ao contrário do modo de Kerekexe, Levy corre e atropela alguns dos zumbis que estão no meio do caminho. Ele pega a mesma avenida que pegamos para chegar a resistência, e corre em direção a Presidente Kennedy, ele parece não saber para onde estamos indo e só quer se afastar o máximo dali, pegamos o caminho centro do Recife e ele ainda com o pé no acelerador.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;Chegamos rapidamente na Cruz Cabugá e voltamos para o 13 de Maio, lá ele corre em direção a Biblioteca Publica e para defronte a ela, ele então salta do carro e pega algumas armas que estavam no banco de trás e vai em direção a rampa que leva para o primeiro andar da Biblioteca, eu faço o mesmo tão rápido quanto eu posso.&lt;br /&gt;Lá ele abre a porta de vidro e olha em minha direção:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;‘Fela’ da puta, tu fudeu com Kerekexe e agora tu vai ser ‘treinado’ – Ele falou em voz alta e bem séria.&lt;br /&gt;Eu abaixo a cabeça e olho para meus pés, ele então me entrega uma arma e fala:&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra, onde é que tem rango aqui? To morrendo de fome.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Lá em cima, é só subir que você vai ver uma porta branca, lá tem comida e água – Minha voz sai fraca, quase desaparecendo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele então sobe as escadas e faz um movimento com a mão para que eu o siga, eu o faço rapidamente enquanto guardo a arma no bolso da bermuda. Lá em cima ele chega até o local onde haviam água e comida, e começa a abrir um enlatado de salsichas e comendo, eu apenas pego um pouco de água e bebo.&lt;br /&gt;Depois de um tempo ele termina de comer e se levanta sério e diz:&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;‘Fela’ da puta, agora tu vai aprender como lutar contra esses putos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sabia como me cuidar sozinho, mas conhecimento nunca é demais e acabei o seguindo enquanto ele descia as escadas, lá em baixo ele me pediu para que eu empunhasse a arma que ele me deu, eu a retiro do bolso e agora eu a vejo mais detalhadamente uma pistola Glock 17 preta e com um cartucho cheio de munições, ele passa a tarde inteira me mostrando alguns movimentos, como atirar e táticas de como correr sem se cansar tanto, ao cair da noite eu já estava bocejando de cansado, ele então chega perto de mim depois de ‘jantar’ e fala:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;‘Fela’ da puta tu vai ficar essa noite de olho nesses putos, e se tu dormir dessa vez quem morre é tu, que eu não vou me fuder por tua causa não.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Ele então sobe as escadas e desaparece nos corredores da Biblioteca, agora eu tenho que me segurar pra não dormir, amanhã será mais um dia cansativo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-103518024594962699?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/103518024594962699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-9-o-treinamento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/103518024594962699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/103518024594962699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-9-o-treinamento.html' title='Capitulo 9. O Treinamento'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-5366881398075796426</id><published>2009-09-09T18:45:00.000-03:00</published><updated>2009-09-09T18:51:48.151-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 8. A invasão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tive um sono perturbado, um pesadelo terrível, são mais ou menos 3 da manhã quando Levy me acorda e pede para que eu faça a vigia, eu bocejo um pouco e abro os olhos direito, eu vou até o banheiro e molho o rosto para me acordar melhor, sento-me no sofá enquanto Levy me passa as coordenadas de como agir se algum desgraçado daqueles aparecer. Na verdade não estava preocupado com isso, estava pensando nas outras pessoas, será que existem mais sobreviventes? Ele fica lá, falando e falando e eu tento manter um olhar de interessado, mas na verdade meu pensamento está longe, muito longe. Estava pensando em Vanessa, que nunca mais tinha visto, em Marcos, será que eles sabem se virar? Bem, para estarem vivos até agora no mínimo eles devem ter aprendido como se defender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Levy finalmente para de me dar as instruções, ele pergunta se eu entendi e eu apenas balanço a cabeça dizendo que sim, fico agachado no sofá agora apontando uma arma calibre ‘doze’ pela janela, ele então sai e vai descansar.&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;Os minutos parecem se arrastar lentamente enquanto estou ali, não acontece nada, a rua continua deserta e completamente destruída, o mercadinho defronte a casa de levy está completamente destruído, aguço meus olhos e consigo ver que as algumas mercadorias foram roubadas, outras estavam no chão, provavelmente foi Levy e Kerekexe que precisavam de água potável e alimento de verdade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;O sono começa a bater, meus olhos vão se fechando involuntariamente então eu finalmente adormeço. Acordo assustado, havia barulho do lado de baixo da casa de Levy,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a porta de metal estava quase destruída e alguns monstros estavam quase entrando, no susto eu dou um grito:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra, eles tão entrando!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;Rapidamente eu vejo Levy se levantar, e correr em minha direção, ele olha rapidamente pela janela e começa a me sacudir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;- &lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como tu deixou esses putos chegarem aqui ‘fela’ da puta!&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;- &lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra eu não tive culpa, acabei adormecendo sem querer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Aí é foda porra, agora fudeu...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Levy põe a mão na cabeça e olha pra baixo quando vê que dois daqueles monstros entraram no local, ele então grita:&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Kerekexe, esses fela da puta tão entrando.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E sacode uma arma para baixo. Kerekexe estava lá em baixo e eu não sabia, como eu pude deixar isso acontecer?&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;Kerekexe aparece na parte de baixo da casa de Levy e pega a arma, mirando para frente, ele então descarrega a arma em alguns dos monstros, mas alguns ainda sobrevivem e caminham furiosos na direção dele. Os monstros avançam rapidamente na direção de Kerekexe, um dos monstros morde o braço de Kerekexe que urra de dor, ele então pega no bolso de trás da calça uma coisa que se parece uma mini-uzi e começa atirar como um louco nos zumbis. Levy lá de cima ainda atirava nos zumbis e eu com a ‘doze’ na mão estive atirando também, depois que os monstros foram destruídos Levy desce as escadas e vai socorrer Kerekexe.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra viado, tu vai ficar bem. – Disse Levy tentando acalmar Kerekexe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Tu sabe que não porra, tu assistia aquelas bostas, uma mordida e fudeu foi tudo. – Kerekexe parecia um tanto nervoso, mas não deixava transparecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra, isso é em filme porra, tu vai ficar bem corno gordo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Dêem o fora daqui enquanto há tempo, o barulho pode ter chamado alguns desses putos pra cá, eu já to fudido, alguém tem que ficar vivo nessa merda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Kerekexe parecia um tanto irritado com a insistência de Levy, ele então cai no chão e começa a gemer de dor, Levy rapidamente corre pelas escadas e sobe em casa e retira a escada do chão. Lá de cima ele manda um aviso de perigo para o outro grupo pelo Walkie-Talkie, então Levy corre para a cozinha e pega a maior quantidade de comida e água possível e coloca dentro de uma mochila, então ele me dá uma nova arma e diz:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Fela da puta, Kerekexe se fudeu, a gente tem que sair daqui o mais rápido possível, porque se mais alguém morrer, eu te enfio bala porra!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Porra, eu matei Kerekexe, nunca me perdoarei por isso. Mas não é hora de me sentir culpado, lá em baixo Kerekexe havia se levantado, mas não era mais o mesmo Kerekexe de sempre, o mesmo olhar monstruoso dos outros zumbis estavam plantados nos olhos de Kerekexe, Levy então olha pra ele, balança a cabeça em sinal negativo e enfia uma bala na cabeça dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Levy pega a chave do carro e da um salto para a parte de baixo da casa e eu faço o mesmo, ele então abre a porta do carro e o liga rapidamente, quase dou um salto para alcança-lo, abro a porta e a fecho rapidamente, o carro então sai em disparada, pra onde eu não sei...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-5366881398075796426?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/5366881398075796426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-8-invasao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5366881398075796426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5366881398075796426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-8-invasao.html' title='Capitulo 8. A invasão'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-8687628904089173440</id><published>2009-09-01T20:22:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T20:34:13.556-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 7. O Inicio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;As batidas na porta ficaram cada vez mais fortes, e mais daqueles monstros agrupavam-se na frente do ‘refúgio’. Levy, já muito irritado pegou a ‘doze’ e subiu as escadas, da janela de sua casa, um por um ele foi destruindo os monstros, muita munição foi perdida, mas depois de uns dez minutos todas as batidas na porta se transformaram em um silêncio mutuo e sombrio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aproximo-me do computador de Levy e então começo a prestar mais atenção no noticiário, um homem vestindo um paletó azul marinho com uma gravata de listras pretas e brancas estava falando sobre o que ele chamava de ‘A invasão’, ele então fala sobre algum repórter que estava no local aonde supostamente aconteceu o primeiro ataque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A imagem agora mostra um lugar onde estava acontecendo um enterro, uma pequena capela branca, com dois bancos de mármore e teto de madeira, a mesma estava coberta de flores em forma de arco e um caixão estava no centro dela, para ser noticiado pela imprensa esse enterro deve ser de algum famoso, não sei de quem, mas provavelmente é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muitas pessoas estavam ao redor do caixão, em destaque uma mulher que usava uma camiseta preta e uma calça colada chorava ao lado do caixão, ela parecia estar em torno dos 30 a 40 anos, seus cabelos negros estavam presos num coque e ela usava um daqueles chapéus engraçados que você só vê em filmes, duas crianças ao lado dela, também choravam, um garoto e uma garota, o garoto parecia ter seus 10 anos de idade, tinha cabelos loiros e pele branca, trajava-se de preto do mesmo modo que a mulher, a outra criança era uma menina que aparentava ter 8 anos, estava inquieta num choro profundo e solitário, tinha cabelos negros e uma pele pálida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto várias pessoas aproximavam-se da mulher e lhe abraçavam, uma coisa chamou atenção, o morto se moveu, todos olhavam para o caixão e o repórter aproximava-se do caixão o bastante para notar um homem velho, com cabelos brancos e curtos usando um paletó azul, ele moveu-se mais uma vez, parecia estar tendo espasmos, num momento repentino ele se ergueu do caixão, sua feição era de ódio, ele olhou para a mulher ao seu lado e avançou em cima dela, mordendo-lhe um pedaço do pescoço, a balburdia começou, as pessoas corriam de um lado para o outro enquanto o ‘morto’ avançava em mais alguns homens e mordia-lhes o que estivesse ao seu alcance, o câmera fitou a mulher caída no chão, ela estava sendo tomada por espasmos que quase a faziam saltar do chão, do mesmo modo em que o homem se levantou, ela ergueu-se com o mesmo olhar de ódio e avançou em cima do câmera, que deve ter-lhe acertado com a câmera pois depois disso não se viu mais nada a não ser a câmera no chão e gritos e mais gritos das pessoas, a câmera então apagou-se e após isso a imagem voltou ao homem da reportagem que lamentou o fato e despediu-se.&lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Após isso, eu sentei-me no sofá e suspirei, então foi isso o que aconteceu, pensei.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Que porra foi isso? – perguntei a Levy.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Essa porra começou assim, e acabou se espalhando. – ele respondeu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Caralho! Não tem idéia de como isso aconteceu?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Parece que esse doido tava metido em uma treta do governo, não deu pra saber muito, pois o jornal omitiu os fatos por algum tempo até a merda se espalhar por inteira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Esses filhos da puta, sempre pensei no dia em que isso foi acontecer. – eu estava enfurecido, na maioria dos filmes acontecia isso, o cara se metia com porra de armas químicas e fodia todo mundo.&lt;/p&gt;                              &lt;p class="MsoNormal"&gt;A conversa com Levy foi interrompida por um barulho que me parecia muito um Walkie Tokie, Levy correu em direção a sala e pegou o aparelho preto com apenas um botão e com uma antena.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Levy na escuta – Ele falou com a boca no Walkie Tokie.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Como vocês estão, conseguiram os suprimentos e munições? – A voz de uma mulher do outro lado do aparelho soou como música.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Conseguimos mais do que isso, achamos um sobrevivente, e tu não vai acreditar quem é.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;E quem seria ele? – A mulher do outro lado parecia apreensiva e o tom de voz dela mudou um pouco.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Rodrigo, Demônio dos Infernos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Puta que pariu! – A mulher parecia estar satisfeita com a resposta dele, eu ainda não consegui identificar a sua voz, mas pelo visto ela me conhecia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Esse ‘fi de rapariga’ tava escondido lá na Cruz Cabugá, o bagulho lá ta ‘quente’, quase que a gente tomou no cu pra resgatar ele.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra, ainda bem que vocês escaparam dessa. – A mulher continuou a falar, mas o som começou a ficar abafado e sua voz distorcida, não dava para entender muita coisa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Essa porra aí ta precisando recarregar, depois a gente se fala, câmbio e desligo – disse Levy a mulher e desligou o comunicador, deixando-o em cima da mesa do computador.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele e veio em minha direção e me deu uma tapinha no ombro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Era Cagaus, ela ta bem, ta escondida junto com a segunda resistência, achamos melhor não ficar juntos porque senão se um dia esses putos chegarem a entrar aqui, não morremos todos, a gente se fala todo dia e ela traz noticias e nós damos noticias a ela, juntamente com ela estão Vanessa, Marcos ‘Dentinho’ e Biel, ele é o único que sabe dirigir bem deles e por isso ficou por lá.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aliviei-me em saber que o puto do meu irmão estava vivo, sentado ali no sofá fechei os olhos devagar e vi que Levy descia as escadas, acabei pegando no sono e descansei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-8687628904089173440?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/8687628904089173440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-7-o-inicio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/8687628904089173440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/8687628904089173440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/09/capitulo-7-o-inicio.html' title='Capitulo 7. O Inicio'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-1635716261357082572</id><published>2009-08-25T20:45:00.001-03:00</published><updated>2009-08-25T20:45:35.136-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 6. A Resistência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Como havia imaginado estamos indo em direção à Jardim Brasil, não tenho certeza se é o I ou o II, dobrando perto da feira de Peixinhos já imagino que estamos indo para o II.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha perna doía tanto que eu não percebera o motorista, olhando-o freqüentemente imagino quem seja, mas não falo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de atropelar alguns dos monstros e seguir pela rua que leva ao terminal, após alguns minutos chegamos a resistência, o local que antigamente fora uma lan house, a mesma fica em baixo da casa de Levy, saio do carro rapidamente e entro no local, está deveras arrumado, havia ali muitas armas e munições, sento-me no chão e não me importo com o que acontece ao meu redor, mas quando o motorista aparece na minha frente sei de quem se trata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;KEREKEXEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! – eu grito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;FALA VIADO! – ele responde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Porra, eu pensei que tu tava morto, eu quase morri muitas vezes, mas tenho uma grande sorte – respondi não olhando em seus olhos, pois a minha perna doida muito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguns minutos depois, vejo que há um buraco que liga a casa de Levy à&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;lan house. Levy não fala muito, parece um tanto abatido, Kerekexe sempre com suas piadas idiotas me fez rir algumas vezes, mas o clima estava pesado e não parecia muito agradável. As escadas eram de madeira e pareciam estar bem frágeis, pois quando uma pessoa ia subir a outra tinha que segurar as escadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Consigo depois de alguns sacrifícios me levantar, finalmente olho a lan house, ela estava destruída como qualquer outro lugar que eu passei, computadores no chão, o chão e as paredes completamente manchados de sangue, e o piso estava um tanto destruído, as paredes tinham buracos de balas. Levy me faz um sinal para que eu suba as escadas com ele, eu manco em direção as escadas e consigo subi-las com um tanto de sacrifício, lá em cima vejo a casa dele, um tanto diferente desde a ultima vez que a vi, manchada de sanghe e com vários buracos de bala, como a lan house.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele então me leva até o computador e me mostra um noticiário, o noticiário conta sobre o dia da ‘invasão’ de zombies, mas não há muitas informações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eles mostram apenas quando tudo começou e que em pouco tempo Pernambuco inteira estava sobre o domínio desses monstros. Enquanto o noticiário mostrava as noticias, eu ouço uma batida grande na porta, a batida se transforma em batidas e começa a destruir a porta que é de metal, o metal começa a amassar, olhando pela janela vejo uma dúzia daqueles monstros batendo na porta, eles devem ter sentido nosso cheiro e vieram diretamente pra cá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E agora, o que acontecerá?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-1635716261357082572?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/1635716261357082572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/08/capitulo-6-resistencia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1635716261357082572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/1635716261357082572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/08/capitulo-6-resistencia.html' title='Capitulo 6. A Resistência'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-2239761407239990123</id><published>2009-08-18T20:23:00.000-03:00</published><updated>2009-08-18T20:25:51.090-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 5. Manchado de Sangue.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Subindo as escadas e chegando ao telhado da Biblioteca, consigo plenamente ver a cidade e vejo também não conseguirei escapar por ali, pois é longe demais dos outros telhados além de ser mais alto do que eu imaginava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desço as escadas e começo a pensar, lembro-me do tempo em que eu roubava jambo com o meu irmão no terreno que ficava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;atrás da Biblioteca. Pronto, por ali eu conseguirei escapar facilmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desço as escadas que dão acesso ao primeiro andar da Biblioteca, vejo pela porta de vidro novamente o caos que se transformou o centro do Recife, abro devagar a porta de vidro, evitando qualquer barulho e desço a rampa de acesso à ‘ala infanto-juvenil’da Biblioteca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Começo a andar cautelosamente por trás da Biblioteca e vejo a árvore de jambo, subo nela rapidamente e passo pelo muro, se não fosse o andaime. Peguei um pouco de fôlego e pulei, consegui segurar-me no andaime e com um pouco de esforço consigo subir e ‘escalo’ até o telhado do prédio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Caminho vagarosamente até a outra extremidade do prédio e vejo a distancia entre o outro prédio, mais ou menos 7 metros, será que consigo pular? Se não conseguir irei morrer ou pior, irei me transformar em uma daquelas criaturas abomináveis, dou uns passos pra trás e começo a correr, pulo e consigo me agarrar num tijolo e no desespero consigo subir no outro local. Olhando para o local percebo que estou no ‘estádio’ do colégio. O telhado é feito de telhas frágeis por isso caminho lentamente, qualquer passo em falso eu cairei e provavelmente morrerei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escuto um barulho de balas e de um carro, olho rapidamente para o lado e vejo um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Kadett roxo passando pela rua, animo-me e ando rápido para mostrar que alguém está vivo por ali, nisso a telha quebra e eu caio no chão, com a perna doendo não consigo me levantar, vejo uns 3 desses monstros vindo em minha direção e fecho os olhos, morrerei aqui, depois de tanto tempo, só que invés de senti uma mordida, escuto o sons de balas e abro os olhos, um homem alto e moreno acabou de salvar a minha vida, olho atentamente para ele, eu conheço esse homem...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Morre ‘fela’ da puta.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Reconheço essa voz...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Dromedário do CAPETA. – eu grito.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;‘Bukakkeiro’dos infernos – ele responde.&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;Porra, Levy está por aqui... Finalmente alguém VIVO...&lt;br /&gt;Ele me ajuda a levantar e me leva em direção ao carro que eu havia visto, um outro homem um tanto gordo estava no carro e atirava nos monstros que chegavam perto, entro rapidamente no carro juntamente com Levy e o carro segue em disparada dali, passamos pela Cruz Cabugá, que parecia mais um campo de guerra...&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Isso parece o Apocalipse, está tudo manchado de sangue – penso.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O carro segue em direção à Olinda, e de lá o motorista segue pela Avenida Presidente Kennedy, atropelando alguns daqueles monstros. Eu imagino pra onde estamos indo. Jardim Brasil... Meu bairro, minha casa...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou salvo agora... Será?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-2239761407239990123?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/2239761407239990123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/08/capitulo-5-manchado-de-sangue.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/2239761407239990123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/2239761407239990123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/08/capitulo-5-manchado-de-sangue.html' title='Capitulo 5. Manchado de Sangue.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-7139489510390014914</id><published>2009-08-05T21:00:00.000-03:00</published><updated>2009-08-05T21:01:09.114-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 4. Plano de fuga.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Àquela tarde transcorreu muito bem, não sei há quantos dias eu me alimentei somente de jambo, mas finalmente consegui uma refeição decente, ou quase.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Comi bem, mas não muito, não posso enfrentar esses bichos estando pesado de tanto comer, coloco ainda algumas comidas e bastante água na minha mochila, não pretendo ficar preso aqui o resto da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A noite cai e o sono começa a bater, a falsa sensação de segurança me fez pegar no sono, resisto o máximo que posso, mas acabo sendo derrotado pelo sono e adormeço ali mesmo no chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De manhã eu acordo um tanto assustado, esfrego os olhos freneticamente, me levanto e vou olhar o local, me alivia a consciência saber que a porta de entrada que dá acesso à Biblioteca ainda está fechada, após a vigília subo novamente as escadas e vou pegar algo para comer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de alimentado eu me recordo que aqui havia computadores, corro em direção a sala que dava acesso a esses computadores, empunho mais uma vez a faca e abro a porta devagar, “Como está devastado esse lugar” penso, o local está tão destruído como qualquer outro local do Centro. A sala de computação é espaçosa, paredes brancas, e grandes janelas com cortinas verdes davam ao local uma aparência amigável, pelo menos davam. O lugar está completamente diferente da ultima vez que vim aqui, há computadores jogados no chão, bagunça de papéis, mesas viradas e sangue pelo local, alguns computadores permaneceram ainda nos seus lugares, aproximo-me devagar de um dos computadores e tento ligar um deles, a minha sorte é que o gerador de energia ainda funciona e com isso o computador liga, com os olhos cheios de esperança começo a olha-lo funcionar, mas toda a minha felicidade se esvai quando percebo que está sem internet, o maldito meio de comunicação mais usado hoje em dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Saio enfurecido da sala e caminho até a minha bolsa, colocando-a nas costas, estou disposto a sair daqui nesse exato momento, então começo a planejar um meio de fuga para que esses monstros não me peguem, meus pensamentos voam longe novamente. Lembro-me bem de quando vinha na Biblioteca apenas para beber água ou trocar de roupa no banheiro era sempre uma bagunça, meus amigos será que estão vivos? Não tenho tempo para pensar nisso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Levanto e olho para o teto, que idéia genial, eu posso fugir pelo telhado. Começo a trabalhar numa maneira de chegar ao telhado e sair vivo de lá, sei que ao lado existe um colégio, mas me recordo que à distância entre os muros é grande mas eu tenho que tentar, procuro ali por cima algum lugar que de acesso ao telhado da Biblioteca, deve existir algum.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Caminhando eu vejo uma sala com uma placa “Apenas Funcionários”, caminho em direção a porta e abro-a lentamente, não é surpresa quando eu vejo uma escadinha de ferro que dá acesso até o telhado do local. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Finalmente, sairei daqui.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-7139489510390014914?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/7139489510390014914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/08/capitulo-4-plano-de-fuga.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7139489510390014914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/7139489510390014914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/08/capitulo-4-plano-de-fuga.html' title='Capitulo 4. Plano de fuga.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-3780707335616673775</id><published>2009-07-27T20:54:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T20:56:58.987-03:00</updated><title type='text'>Cap 3. Matar para viver.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O senhor rasteja em minha direção, percebo que ele não tem uma das pernas, nem por isso devo subestima-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seguro firmemente a faca em minha mão quando ele avança em mim, giro a faca desengonçadamente no pescoço do monstro, a faca corta a pele necrosada do senhor, antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele avança com uma bocada no meu ombro, consigo empurra-lo e tento puxar a faca que por maldição do destino ficou presa no pescoço dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais uma investida dele e sinto seu hálito fétido na minha cara, apoio meu pé no que era pra ser o estômago dele e tento mais uma vez puxar a faca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desequilibrado vou caindo para trás, mas consigo me segurar numa parede, ele vem pra cima de mim mais uma vez, dessa vez giro mais precisamente a faca, que decepa a cabeça do monstro que cai no chão imóvel. Corro pra cima dele e começo a esfaqueá-lo, quero ter certeza que ele não vai se levantar de novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Após alguns segundos percebo que ele não se move mais e eu estou coberto de sangue, saio de cima do morto e respiro fundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou cansado, me jogo em uma das cadeiras e tento relaxar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Acabei de matar um homem, matar para sobreviver...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Jogado na cadeira ouço um barulho, a mulher está aos prantos ainda viva no chão, me ergo com a faca em punho e me agacho até ela, as palavras vão ficando mais nítidas, percebo que não há perigo, guardo a faca no bolso e a ajudo a levantar, ela se movimenta com dificuldade e aos poucos consigo coloca-la numa cadeira, saio do auditório e vou até o bebedouro, pego um pouco de água para ela e entrego-lhe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos poucos ela vai se acalmando, para de tremer e consegue falar normalmente, ela vira-se pra mim e diz:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Muito obrigada por me salvar, achei que morreria ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Não se preocupe - respondi friamente pra ela, nunca fui de conversar muito, principalmente numa situação dessas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Qual o seu nome? - ela insistia em continuar a conversa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Rodrigo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Meu nome é Anne...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Levanto-me rapidamente, estava cansado e tudo o que eu queria era comer alguma coisa, não queria ficar papeando com alguém, apesar de que em dias, quem sabe semanas, ela foi a única pessoa que não estava interessada em minha carne que eu conheci...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Calma, calma guri - Anne tentava se levantar, apoiada nas cadeiras, ela sorri...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você parece estar com fome, eu conheço esse lugar por inteiro, estoquei comida aqui, se você esperar posso te levar lá...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estendi a mão para ela que se apoiou no meu ombro, seguimos do auditório até a entrada da biblioteca e subimos as escadas para o acesso a ala superior, lá ela me guiou até uma sala, abriu a porta e ligou a luz. O local era pouco iluminado, a luz estava ficando escassa, fiquei curioso em ver que ela realmente havia estocado vários enlatados ali, carnes enlatadas, salsichas, chocolates e muita água...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava atrás dela, respirei fundo, enfiei a mão no bolso da calça e retirei a minha faca, caminhei até ela e com todas as minhas forças enfiei a faca nas costas dela, descendo a faca até o final de sua coluna, ela caiu para trás e me olhou fraca, caída no chão ela murmurou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Por. Porque?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Friamente meus olhos percorrem os olhos da garota...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Não há escapatória, uma vez deadtite, sempre deadtite!*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Ela foi fechando os olhos lentamente até que parou de respirar, eu ainda com a faca em punho degolei a cabeça dela e fui arrastando-a para fora da sala...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora sou eu, e somente eu...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;* Rodrigo usa a fala de Ash no HQ Marvel Zombies vs Army Of Darkness&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-3780707335616673775?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/3780707335616673775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/07/cap-3-matar-para-viver.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/3780707335616673775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/3780707335616673775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/07/cap-3-matar-para-viver.html' title='Cap 3. Matar para viver.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-823924004852229127</id><published>2009-07-21T10:35:00.001-03:00</published><updated>2009-07-26T22:24:08.394-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 2. Corrida pela vida.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Respiro fundo e olho para baixo, aquela coisa continua lá, certamente esperando um deslize meu para me almoçar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho para cima, o sol está bem no centro do céu, tenho que agir, me viro de costas, tenho que pular e correr... Me pergunto se eu conseguirei sair vivo, tenho que tentar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tomo impulso e pulo lá de cima, caio em pé e já começo a correr, não olho para trás, mas sinto que ele está atrás de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já consigo ver a saída do parque, ao passar pela grade da saída eu empurro a grade para trás, não sei porque fiz isso, mas creio que tenha dado certo, pois ouço um baque, não me sinto seguro no meio da rua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Após entrar na Biblioteca, eu subo rapidamente a rampa de acesso à ala superior e fecho a porta de vidro, mas creio que isso não vai adiantar muito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Paro e observo, parece que um fucarão passou por aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfio a mão dentro da bolsa, retiro uma faca enferrujada e empunho-a, tremo só de lembrar o que eu tive que fazer para conseguir essa faca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a faca em punho, vou caminhando lentamente em direção ao bebedouro da Biblioteca, atento a qualquer barulho que possa mostrar algum daqueles monstros por ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O grande bebedouro está lá, me aproximo e aperto um dos tantos botões dele e me alegro em saber que ainda existe água ali, bebo um pouco d'água, ao erguer a cabeça vejo minha imagem no reflexo do bebedouro, meus cabelos estão grandes, meu rosto está pálido e esquelético.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois da adrenalina passar, sinto alguma coisa 'fisgar' na minha perna, caminho em direção ao auditório, abro a porta, o auditório está tão destruído quanto tudo lá fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sento-me na primeira cadeira que eu vejo e começo a levantar a calça, minha batata está doendo bastante, mas eu não posso parar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me levanto e ouço um barulho vindo lá de trás, caminho lentamente em direção ao fundo do auditório e vejo uma coisa terrível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="'font-size:"&gt;Uma mulher, loira se debatia no chão enquanto um senhor de idade comia um dos pés dela, ele então ergue os olhos e me vê. Seu olhar me assusta bastante...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-823924004852229127?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/823924004852229127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/07/capitulo-2-corrida-pela-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/823924004852229127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/823924004852229127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/07/capitulo-2-corrida-pela-vida.html' title='Capitulo 2. Corrida pela vida.'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4687577676746466090.post-5313833810286269292</id><published>2009-07-15T16:30:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:02:08.439-03:00</updated><title type='text'>Capitulo 1. Há quanto tempo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais um dia eu acordo, mais uma noite mal dormida em cima de uma árvore no 13 de Maio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dou graças a Deus por estar em tempo de jambo, pelo menos tenho algo para comer, retiro de um galho um cacho de jambos, ponho na boca e não sinto gosto algum, nada tem gosto ultimamente, aprendi a comer qualquer coisa sem pensar no gosto, afinal de contas não posso ficar acostumado a luxo aqui, lutando pela vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Retiro das minhas costas uma bolsa da Myllys que tanto sofri para comprar, apenas pela marca, nunca achei ela tão bonita quanto diziam, mas o que importa hoje em dia? Quem é que vai olhar para a minha bolsa? O que se move na terra hoje, está de olho em mim, e não nas minhas coisas, abro a bolsa e retiro minha garrafa de água, bebo um pouco pois a água está escassa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou a alguns metros da Biblioteca Pública, mas será seguro lá? Tudo o que sei é que lugar nenhum é seguro, desde que aquelas coisas surgiram, sempre fui fã de filmes de mortos-vivos, era tão engraçado ver as pessoas correndo por suas vidas, tentando escapar daqueles seres putrefados correndo e clamando por cérebros, miolos e carne humana. Mas hoje vejo que não é tão engraçado ter um bando desses bastardos correndo atras da MINHA carne, do MEU cérebro e dos MEUS miolos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Calma. Prendo a respiração por alguns segundos, esse grunhido, eu já ouvi ele, e não é coisa boa, pode apostar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho para baixo e vejo-o passar, malditos sejam esses monstros saem do quinto dos infernos? Há uma plantação deles por aqui? Caramba, não posso perder tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Subo lentamente em direção ao topo da árvore, com calma consigo me livrar do olhar dele...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ufaa! Consegui, daqui de cima eu consigo ver o 13 de maio quase todo, vejo a Cruz Cabugá que mais parece um campo de guerra, completamente destruida, carros virados, corpos no chão, alguma daquelas coisas caminham pra lá e pra cá, um caos total.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A quanto tempo, eu não vejo o sol brilhar dessa maneira, relembro os bons tempos de 13 de maio, quando eu me reunia com meus amigos para jogar RPG e bebericar qualquer coisa alcoolica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meus Cabelos balançam com o vento, "estou precisando cortá-los", eu rio... "Até parece que alguém aqui vai querer parar e cortar meus cabelos".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me perco em pensamentos vagos por alguns minutos, mas um barulho me faz voltar a realidade, escuto o galho em que estou sentado trincar, rapidamente eu desço para o galho de baixo com cuidado para não provocar algum barulho além do necessário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando eu me sento, respiro fundo e olho para cima, parece tudo tranquilo, mas nem tudo o que parece é. Quando eu tento relaxar um pouco, o galho parte-se em dois e uma parte dele cai no chão, fazendo um barulho abafado pela quantidade de folhas secas que haviam no chão...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;"Nada aconteceu, nada aconteceu, nada aconteceu", repito várias vezes para mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, o que eu mais temia aconteceu, o barulho atraiu aquela coisa, ao longe eu a escuto grunhindo, se ela pudesse falar, estaria dizendo, "ALMOÇO"...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu queria que ela grunhisse mais baixo, assim não atrairia mais nenhum de seus 'amiguinhos'.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela finalmente chega, e olha diretamente pra mim, aquele olhar me assusta, completamente sem vida, o rosto dela completamente desfigurado, não posso afirmar se era uma pessoa bonita, e se era, iria preferir a morte ao ficar daquela maneira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pouco importa isso agora, ela solta um grunhido e abre a boca, seus dentes podres ficam expostos e ela começa a babar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E agora, como eu vou sair daqui? Eu tenho que agir rápido antes que ela atraia mais e mais daqueles monstros para cá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho em volta, não há nada que possa me salvar... Espera ai... Consigo ver uma árvore a mais ou menos 3 metros de mim, posso pular para ela, e de lá pular para o chão e correr em direção à Biblioteca, lá eu posso estar a salvo por alguns instantes, eu me lembro vagamente que lá havia um bebedouro, posso conseguir água também...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tomo um impulso e pulo para a árvore, me agarrando em um galho com toda a minha força, sinto os dedos da criatura tocando devagar as minhas costas, impulsiono meu corpo para frente e ouço um baque, quando eu consigo me sentar na árvore, percebo que minha garrafa de água caiu no chão, uma garrafa perdida, que droga!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho para frente e consigo ver o portão de saída do 13 de Maio, tenho que agir antes que outros apareçam, posso correr, até consigo chegar a Biblioteca, eu tenho que arriscar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Não posso morrer aqui...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4687577676746466090-5313833810286269292?l=contagiope.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contagiope.blogspot.com/feeds/5313833810286269292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/07/capitulo-1-quanto-tempo.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5313833810286269292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4687577676746466090/posts/default/5313833810286269292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contagiope.blogspot.com/2009/07/capitulo-1-quanto-tempo.html' title='Capitulo 1. Há quanto tempo'/><author><name>Contágio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07920047332425039020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_MP_Svmttv9k/TAOu4KXaCDI/AAAAAAAAAAM/Vpo9fAq8iLM/S220/cont%C3%A1gio.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
